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Previdência

Centrais pedem que reforma saia da pauta. Maia ainda vai tentar

Presidente da Câmara disse a sindicalistas que não tem votos suficientes
por Redação RBA publicado 07/02/2018 13h40, última modificação 08/02/2018 09h40
Presidente da Câmara disse a sindicalistas que não tem votos suficientes
Força Sindical
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Sindicalistas querem que o tema seja discutido apenas durante a campanha eleitoral

São Paulo – Representantes de centrais sindicais insistiram hoje (7) com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que retire de pauta a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de "reforma" da Previdência Social. Ouviram que a base governista continua com dificuldades para conseguir o número de votos necessários à aprovação, mas seguirá tentando pelo menos durante este mês. Para os sindicalistas, o tema deve ser discutido durante a campanha eleitoral. 

"Nosso pedido foi para tirar de pauta. Ele (Maia) disse: hoje eu não tenho voto, vou tentar até 19, 20, 21", afirmou o presidente da CSB, Antonio Neto. Também estavam presentes dirigentes da CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT.

"É preciso retirar da pauta e fazer um amplo debate com a sociedade",  afirmou a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro, segundo a Agência Brasil. "Na medida em que [a reforma] tiver uma derrota acachapante na Câmara, com certeza as bolsas vão cair, o dólar vai subir, será muito ruim para a economia. É bom para o Brasil que a discussão seja feita nas próximas eleições", reforçou o presidente da Força, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (SD-SP), também de acordo com a agência.

As centrais preparam um dia nacional de luta para o próximo dia 19, data em que, originalmente, a PEC seria votada pela Câmara. Ainda hoje, a partir das 18h, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC realiza uma assembleia popular contra a reforma, em sua sede, em São Bernardo do Campo.