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Delação da JBS

Acusações contra Lula são baseadas em 'supostos diálogos com terceiros', diz defesa

De acordo com advogados, "delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência – ainda que frivolamente - ao nome do ex-presidente". Assessoria de Dilma "rejeita delações sem provas ou indícios"
por Redação RBA publicado 19/05/2017 15h19, última modificação 19/05/2017 15h46
De acordo com advogados, "delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência – ainda que frivolamente - ao nome do ex-presidente". Assessoria de Dilma "rejeita delações sem provas ou indícios"
Reprodução
Joesley

"Delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência - ainda que frivolamente - ao nome do ex-presidente", diz defesa

São Paulo – Os advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira emitiram nota na tarde desta sexta-feira (19) a respeito do envolvimento do nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na delação premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS.

Batista afirma ter aberto conta no exterior para depositar US$ 50 milhões, com suposta orientação do então ministro da Fazenda Guido Mantega, para obter favorecimentos ao seu grupo empresarial. O delator diz ter sido informado por Mantega que se tratava de uma "conta de Lula".

"Verifica-se nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-Presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados", diz a nota dos advogados. "A verdade é que a vida de Lula e de seus familiares foi - ilegalmente - devassada pela Operação Lava Jato. Todos os sigilos - bancário, fiscal e contábil - foram levantados e nenhum valor ilícito foi encontrado, evidenciando que Lula é inocente. Sua inocência também foi confirmada pelo depoimento de mais de uma centena de testemunhas já ouvidas - com o compromisso de dizer a verdade - que jamais confirmaram qualquer acusação contra o ex-Presidente."

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira reafirmaram a desconfiança em relação ao instituto das delações no âmbito da Lava Jato. "A referência ao nome de Lula nesse cenário confirma denúncia já feita pela imprensa de que delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência - ainda que frivolamente - ao nome do ex-Presidente."

Dilma: " a verdade virá à tona"

O empresário Joesley Batista também afirmou em sua delação que, novamente por meio de Mantega, teria feito um depósito de US$ 30 milhões em benefício da ex-presidenta Dilma Rousseff.

Por meio de sua assessoria, ela afirmou que "jamais tratou ou solicitou de qualquer empresário   ou de terceiros doações, pagamentos e ou financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, tanto em 2010 quanto em 2014, fosse para si ou quaisquer outros candidato.

"Dilma Rousseff jamais teve contas no exterior. Nunca autorizou, em seu nome ou de terceiros, a abertura de empresas em paraísos fiscais. Reitera que jamais autorizou quaisquer outras pessoas a fazê-lo", afirma o texto. "Mais uma vez, Dilma Rousseff rejeita delações sem provas ou indícios. A verdade vira à tona."