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Sindicalistas são barrados no Senado. Eunício manda apagar a luz

Casa fechou acesso às galerias que dão acesso ao plenário e forçou saída da oposição, esvaziando a área. "Tornaram a democracia brasileira uma brincadeira", protesta o presidente da CUT
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 11/07/2017 13h09, última modificação 12/07/2017 12h58
Casa fechou acesso às galerias que dão acesso ao plenário e forçou saída da oposição, esvaziando a área. "Tornaram a democracia brasileira uma brincadeira", protesta o presidente da CUT
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Foto postada pelo senador Humberto Costa: 'Galerias vazias, luzes apagadas. É assim que querem aprovar a reforma'

São Paulo – Representantes das centrais sindicais foram impedidos de acompanhar a sessão do Senado, nesta terça-feira (11), que discute o projeto de "reforma" trabalhista (PLC 38). As galerias, pelo menos até agora, estão fechadas. A sessão começou às 11h e foi interrompida uma hora depois pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que inclusive mandou apagar as luzes e cortar a som, para forçar a saída de membros da oposição, que "ocupava" a mesa diretora.

"Galerias vazias, luzes apagadas. É assim que Temer e seus prepostos no Senado querem aprovar a reforma trabalhista", afirmou em rede social o senador Humberto Costa (PT-PE), postando uma foto do plenário vazio e às escuras. Em seguida, relatou o parlamentar, a área passou a ser esvaziada pela Polícia Legislativa, que retirou assessores e jornalistas.

Também por meio de rede social, o presidente da CUT, Vagner Freitas, protestou. "Estou aqui parado na frente do plenário, impedido de entrar. O tal do presidente da Casa diz que não entrar ninguém. Impedir que a gente tenha acesso à Casa do povo é ditadura."

Ao lado do presidente da Nova Central, José Calixto, o dirigente afirmou que o país está sendo comandado por uma "quadrilha constituída pelo seu Temer e seus comparsas". Além de jogar direitos no lixo, "tornaram a democracia brasileira uma brincadeira", acrescentou.

"Não deixam a gente entrar, apesar do nome na lista", disse Luiz Carlos Prates, o Mancha, da coordenação da CSP-Conlutas. Dirigentes de outras centrais estão no local. Com intermediação de parlamentares, os sindicalistas tentam um acordo para poder assistir à sessão. Quando a luz voltar.