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Dilma critica aumento de impostos sobre combustíveis: 'Fracasso da mágica golpista'

Em nota, ex-presidenta afirma que "impacto na inflação é inevitável e acaba por pesar mais no bolso dos transportadores de cargas e alimentos, dos trabalhadores e dos mais pobres"
por Redação RBA publicado 22/07/2017 13h31
Em nota, ex-presidenta afirma que "impacto na inflação é inevitável e acaba por pesar mais no bolso dos transportadores de cargas e alimentos, dos trabalhadores e dos mais pobres"
Roberto Parizotti/CUT
Dilma

"Governo legítimo, eleito pelo voto, tem mais compromisso com a sociedade", diz Dilma em nota

São Paulo – A ex-presidenta Dilma Rousseff divulgou nota na manhã deste sábado (22) criticando o governo Temer pelo aumento de impostos sobre combustíveis anunciado na última quinta-feira.  A elevação das alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o diesel e o etanol foi determinada, segundo os ministérios da Fazenda e do Planejamento, para compensar as "dificuldades fiscais".

"O governo golpista superestimou o déficit de 2017, elevando-o a R$ 139 bilhões. Com o truque, acreditava que teria folga para, depois, jactar-se de ter cumprido a meta", diz Dilma em sua nota. "Mas nem a elevação forjada da previsão de déficit evitou um vexame. A meta superestimada vai estourar e, em desespero, o governo está aumentando impostos. A imprensa noticia que a gasolina já está sendo vendida a mais de R$ 4 o litro. É o maior aumento de preço em 13 anos", aponta.

Dilma afirma ainda ter tido outra postura em relação a reajustes no setor quando estava à frente do Palácio do Planalto. "O meu governo sempre foi parcimonioso na concessão de reajustes nos combustíveis porque sabemos que o impacto na inflação é inevitável e acaba por pesar mais no bolso dos transportadores de cargas e alimentos, dos trabalhadores e dos mais pobres – estes últimos castigados pela transferência dos aumentos para o custo da comida", afirma.

"Governo legítimo, eleito pelo voto, tem mais compromisso com a sociedade", conclui Dilma.