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Conselho de Ética mantém arquivamento de processo contra Aécio Neves

Para o senador Randolfe Rodrigues, resultado contraria decisões anteriores. "O instituto da ética e do decoro parlamentar no regimento do Senado pode ser sepultado", afirmou
por Débora Brito, da Agência Brasil publicado 06/07/2017 13h23, última modificação 06/07/2017 13h27
Para o senador Randolfe Rodrigues, resultado contraria decisões anteriores. "O instituto da ética e do decoro parlamentar no regimento do Senado pode ser sepultado", afirmou
Lula Marques/Agência PT
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Por 11 votos a 4, senadores mantiveram o arquivamento do processo contra Aécio Neves

Agência Brasil – O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado decidiu hoje (6) manter o arquivamento do processo que pedia cassação do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os senadores rejeitaram a representação por 11 votos a 4. A decisão é definitiva, não cabendo recurso ao plenário do Senado.

O presidente do Conselho de Ética, senador João Alberto (PMDB-MA), já havia decidido pelo arquivamento do processo no dia 23 de junho. Parlamentares da oposição liderados pela Rede entraram com recurso contra a decisão e reiteraram o pedido para verificação de quebra de decoro parlamentar. No entanto, os oposicionistas não conseguiram garantir a maioria dos votos para prosseguir com a representação.

Para o líder da Rede, senador Randolfe Rodrigues (AP), o resultado contraria as decisões tomadas nos últimos anos pelo conselho, que já decidiu pela cassação do ex-senador Delcídio do Amaral, em 2016. "Eu acho que hoje o instituto da ética e do decoro parlamentar presente no regimento do Senado pode ser sepultado. Aliás, a partir de hoje, não faz mais sentido ter Conselho de Ética. A decisão é completamente contraditória em relação a decisões anteriores do próprio conselho. Se há ou não havia razão para processar o senador Aécio, porque nós processamos e cassamos o mandato do senador Delcídio, já que os fatos aqui elencados são mais graves?", questionou Randolfe.

O senador Aécio Neves retomou seu mandato na terça-feira (4), depois de passar 45 dias afastado do Senado por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. O afastamento foi motivado pelas denúncias de envolvimento do senador com o empresário Joesley Batista, investigado pela Operação Lava Jato. Na última sexta-feira (30), o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, determinou o fim da suspensão e a restituição do mandato ao senador.