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Dia de Mobilização

'Condenação de Lula foi política', diz Boulos

Além de fazer a defesa do ex-presidente, o líder do MTST diz que é hora de sair às ruas para a retomada da soberania do voto popular e contra as reformas de Temer
por Redação RBA publicado 20/07/2017 13h48, última modificação 20/07/2017 14h01
Além de fazer a defesa do ex-presidente, o líder do MTST diz que é hora de sair às ruas para a retomada da soberania do voto popular e contra as reformas de Temer
Roberto Parizotti/CUT
Boulos tapetão

"Não se pode decidir que vai ser candidato no tapetão", diz Boulos sobre a condenação do ex-presidente Lula

São Paulo – Pela saída do governo Temer e suas reformas que destroem direitos, pela realização de eleições diretas que resgatem "a soberania do voto popular", e contra a "condenação política" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sergio Moro, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, convoca a população a participar das mobilizações que ocorrerão em São Paulo, e em diversas capitais do país, nesta quinta-feira (20). 

Em entrevista à Rádio Brasil Atual, Boulos afirma que as manifestações de hoje dão continuidade às ações de combate às propostas de reforma do governo Temer e servem para denunciar o "descalabro" que foi a aprovação da reforma trabalhista na última semana. 

Para Boulos, é preciso defender Lula da perseguição que vem sofrendo, pois a condenação do ex-presidente, segundo ele, ocorreu "sem provas", fruto de um processo "viciado", conduzido a partir de uma culpa já pré-estabelecida. 

"A condenação do Lula, na semana passada, pelo Sérgio Moro, na medida em que foi uma condenação sem provas, na medida em que, desde o princípio, o processo foi conduzido com presunção de culpa, de maneira viciada, foi uma condenação política, e não jurídica", afirmou.   

Sobre a necessidade eleições direitas, Boulos diz que não é possível aceitar uma "saída por cima" para a atual crise política, fazendo referência a uma eventual eleição indireta, em que o sucessor de Temer seria escolhido por deputados e senadores, e que tem o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), como um dos favoritos. 

Para Boulos, o Congresso não tem legitimidade para efetuar essa escolha no lugar do povo. "Essa turma não tem legitimidade nem para mudar nome de rua, quanto menos para eleger o presidente da República."

Em São Paulo, a manifestação terá concentração às 17h, em frente ao Masp, na Avenida Paulista, e deve contar com a presença dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.