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Acerto de contas

Aécio retorna, defende Temer e reformas, e se diz vítima de armadilha

Senador retorna depois de 45 dias de afastamento determinado pela Justiça, diz que não enriqueceu na carreira política e que não tem recursos para pagar sua defesa na Lava Jato
por Redação RBA publicado 04/07/2017 18h51, última modificação 05/07/2017 11h25
Senador retorna depois de 45 dias de afastamento determinado pela Justiça, diz que não enriqueceu na carreira política e que não tem recursos para pagar sua defesa na Lava Jato
Jefferson Rudy/Ag. Senad
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Aécio Neves é abraçado pelo senado paulista José Serra, em sua volta ao Senado: em vez de explicações, discurso de vítima

São Paulo – De volta ao Senado após 45 dias de afastamento por determinação judicial, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) discursou hoje (4) na abertura da sessão em que seria aprovado o regime de urgência para a tramitação da reforma trabalhista. Aécio se declarou inocente das acusações de recebimento de propina do dono da JBS, Joesley Batista. E defendeu ainda que o PSDB mantenha apoio ao governo Temer, lembrando que, como presidente de seu partido, condicionou o apoio à derrubada de Dilma Rousseff à pauta de reformas como a trabalhista e da Previdência.

“Quero reafirmar meu compromisso e minha crença na necessidade de continuarmos avançando em uma ousada agenda de reformas que foi, aliás, a razão do apoio do PSDB ao governo do presidente Michel Temer”, enfatizou.

Afastado do comando da legenda, o mineiro reiterou os argumentos de foi “vítima de uma armadilha” de Batista. “Não me furtarei de reiterar aqui aquilo que venho afirmando ao longo das últimas semanas.” E voltou a alegar que pediu dinheiro emprestado a Joesley Batista, dizendo que não enriqueceu com a carreira política e que não tinha recursos para arcar com os gastos de sua defesa em inquéritos da Operação Lava Jato. Segundo ele, o empréstimo de R$ 2 milhões seria posteriormente registrado em contrato.

Sobre o diálogo que travou com Batista, se manifestando a favor da aprovação do projeto que trata do abuso de autoridade, e de outro que trata da criminalização da prática de caixa 2 em campanha eleitoral, disse que apenas expressou sua opinião.

“O país vive, sim, um importante e inédito acerto de contas da sociedade com o mundo político. E temos que estar preparados para ele, separando o que é crime daquilo que não é”, afirmou.

O senador teve o mandato suspenso em 18 de maio por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, após áudios de conversas dele com Joesley Batista, nos quais ele pede dinheiro ao empresário, se tornarem públicos. Na última sexta-feira (30), o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, determinou o fim da suspensão e a restituição do mandato.

Com informações da Agência Senado e Agência Brasil