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Advogados de Lula acusam Moro por ‘omissões, contradições e obscuridades’

Recurso protocolado ontem (14) na Justiça Federal em Curitiba mostra impropriedades da sentença de prisão proferida na última quarta-feira (12) pelo juiz Sergio Moro
por Redação RBA publicado 15/07/2017 13h12
Recurso protocolado ontem (14) na Justiça Federal em Curitiba mostra impropriedades da sentença de prisão proferida na última quarta-feira (12) pelo juiz Sergio Moro
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Cristiano Martins e Valeska Teixeira: ação contra decisão arbitrária de juiz empenhado em perseguição política

São Paulo – Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entraram com recurso ontem (14) na 13ª Vara Federal de Curitiba, dirigido ao juiz Sergio Moro. O recurso busca esclarecer “omissões, contradições e obscuridades” manifestas na sentença do juiz proferida na quarta-feira (12), de nove anos e seis meses de prisão do ex-presidente pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A condenação resultou do processo do tríplex do Guarujá, no litoral sul de São Paulo.

Após o julgamento desses embargos de declaração a defesa pretende impugnar a sentença por meio de recurso de apelação, dirigido ao Tribunal Regional Federal da Região.

No recurso, os advogados sustentam que a sentença “dedica longos parágrafos para promover ataques contra o ex-presidente e seus defensores”. Também afirma que segundo a decisão do juiz, teriam sido adotadas “táticas bastante questionáveis de intimidação”, e também prática de “diversionismo” – estratégia aplicada em reuniões que busca desviar a atenção para assuntos diferentes do que está sendo tratado.

Segundo o recurso, a sentença também reporta-se a ações contra agentes públicos da operação Lava Jato que ainda são pendentes de julgamento.

Um dos exemplos de contradição na sentença, de acordo com o recurso, é a desqualificação de instrumentos e instituições de auditoria que não detectaram atos de corrupção ligados ao ex-presidente Lula.

A peça também acusa Moro de omissão em relação aos fatos que marcam a transferência do empreendimento no Guarujá da Bancoop para a construtora OAS.

Conheça o inteiro teor do recurso.