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NAS ESTATAIS

Mobilizações nas cidades-satélite são destaque da greve no DF

Trabalhadores estão dando prioridade a encontros em frente às sedes de estatais. Segundo a CUT de Brasília, 13 categorias pararam suas atividades. Ônibus e metrô não estão funcionando
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 30/06/2017 18h23, última modificação 30/06/2017 19h06
Trabalhadores estão dando prioridade a encontros em frente às sedes de estatais. Segundo a CUT de Brasília, 13 categorias pararam suas atividades. Ônibus e metrô não estão funcionando
CUT Brasília
Greve no DF

Ato do Sinpro, no centro de Taguatinga, nesta sexta-feira (30)

Brasília – Várias mobilizações volantes e movimentos isolados estão sendo realizados por trabalhadores em locais diversos do Distrito Federal neste dia de manifestações. Os principais pontos de encontro dos grevistas têm sido, no Plano Piloto, o Setor Comercial Norte, o Setor Bancário Sul e a área próxima ao Estádio Nacional. Nas regiões administrativas do DF (também chamadas de cidades-satélite), as manifestações acontecem em Samambaia Sul, em Brazilândia, no Paranoá e em Taguatinga. Os manifestantes têm preferido se concentrar em frente às sedes de algumas estatais como os prédios de Furnas e da Eletronorte.

A mobilização, desta vez, está sendo atípica devido à paralisação total das empresas de ônibus e do metrô de Brasília, motivo pelo qual é marcada muito mais pelo silêncio dos prédios do que pelo barulho das passeatas. Apesar de o Governo do Distrito Federal (GDF) ter anunciado que vai cortar o ponto dos servidores faltosos, muitos órgãos públicos estão praticamente vazios, tanto por conta da adesão destes trabalhadores à greve, como também em função da ausência de transporte. No Executivo federal, a situação é a mesma e a ausência de trabalhadores nos ministérios chama a atenção.

Mas o dia também foi de grande trânsito de veículos nas principais rodovias e avenidas do entorno da capital e de transportes clandestinos superlotados – o que, mesmo assim, não atrapalhou o saldo positivo da paralisação, conforme informações iniciais dos coordenadores do movimento.

Em função da redução da mobilidade urbana, o cenário que se vê em Brasília é de locais que costumam ter muitas pessoas transitando diariamente bem diferentes, com lojas, bancos e centros comerciais fechados.

De acordo com dados da CUT Brasília, pelo menos 13 categorias aderiram ao movimento, entre bancários, vigilantes, professores, motoristas, profissionais de saúde e os trabalhadores da Universidade de Brasília (UnB). “A paralisação pode parecer diferente, mas a mobilização tem sido forte nas regiões administrativas. Estamos fazendo um movimento organizado, bem sucedido e pacífico”, afirmou a professora Luzinete Salles, da rede pública de ensino, que está ao lado de um grupo em frente ao estádio.

“Não aceitaremos nenhum direito a menos. Sabemos que há o dia de ir para as ruas protestar e o dia de nos manifestarmos parando o trabalho na cidade. Hoje foi o dia de todos pararem e é isto que estamos vendo aqui. Pela saída desse presidente ilegítimo e contra a retirada de conquistas que conseguimos, como essas reformas espúrias”, destacou o bancário Jonatas Assunção, que integra mobilização concentrada no Setor Comercial Sul.