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Governo Sem moral

Queremos interrupção imediata das reformas, diz presidente da CUT

Representantes das frentes se reunirão hoje à tarde para discutir manifestações de domingo e ocupação em Brasília na quarta-feira que vem
por Redação RBA publicado 18/05/2017 13h14, última modificação 18/05/2017 13h31
Representantes das frentes se reunirão hoje à tarde para discutir manifestações de domingo e ocupação em Brasília na quarta-feira que vem
Roberto Parizotti/CUT/Fotos Públicas
Vagner Freitas

Vagner: 'As provas contra Temer ratificam que o ilegítimo não tem nenhuma condição de continuar na presidência'

São Paulo – O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirmou que na ocupação prevista para quarta-feira que vem (24), em Brasília, as centrais e movimentos sociais vão "exigir a interrupção imediata da tramitação das reformas, desmontes, da Previdência e trabalhista, que acabam com a aposentadoria e com a CLT". Antes disso, neste domingo (21) haverá manifestações em todo o país para exigir a saída de Michel Temer e a realização de eleições diretas. "Um governo golpista e sua base de apoio não têm nenhuma condição moral de defender reformas", acrescentou Vagner.

Na tarde de hoje (18), representantes das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo vão se reunir na sede da CUT, na região central de São Paulo, para discutir a organização do ato de domingo e a marcha/ocupação de Brasília. "As provas de corrupção e suborno envolvendo diretamente o golpista Michel Temer, numa operação com a JBS para calar o ex-deputado Eduardo Cunha, comprovam o que há mais de um ano afirmamos, que o ilegítimo Temer não tem nenhuma condição de continuar na presidência da República", afirma a central, em nota.

"Só o voto popular pode resolver essa imensa crise política, resgatar a democracia e credibilidade na principal instituição brasileira. Qualquer outra saída será golpe dentro do próprio golpe", acrescenta a entidade.

Em seu site, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região endossa a necessidade de "eleições diretas já e urgente". "Já dizíamos que, por ser ilegítimo, esse governo não tinha direito de alterar normas da Constituição que mudam a forma de funcionamento da sociedade brasileira, do mundo do trabalho. Agora estão comprovados os interesses por trás de todas essas “reformas”, que na realidade significam o desmonte de direitos e de instituições públicas atendendo a interesses de setores privilegiados contra a grande maioria do povo brasileiro", afirma a presidenta da entidade, Juvandia Moreira.

Em sua página no Facebook, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC veicula vídeos com manifestações de trabalhadores da Toyota, Volkswagen, Otis, Ford e Mercedes-Benz pedindo eleições diretas já.