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Parlamentares pedem diretas: 'Congresso não tem moral para eleger presidente'

Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirma que eleições indiretas não vão diminuir a instabilidade política que se instalou no país. Damous afirma que cenário é "muito grave"
por Redação RBA publicado 18/05/2017 11h43, última modificação 18/05/2017 13h57
Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirma que eleições indiretas não vão diminuir a instabilidade política que se instalou no país. Damous afirma que cenário é "muito grave"
MÍDIA NINJA
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PEC das eleições diretas está parado na CCJ da Câmara dos Deputados desde o dia 1º de junho de 2016

São Paulo – Em entrevistas à Rádio Brasil Atual, hoje (18), parlamentares afirmam que a saída para o fim da instabilidade política, após as denúncias contra Michel Temer, é a convocação de eleição direta para a Presidência da República. 

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirma que eleições indiretas não vão diminuir a instabilidade política que se instalou no país. "Não é uma ação da oposição do governo Temer, é uma movimentação de todos aqueles que querem defender a democracia. Será que uma eleição indireta pacificaria o país? De jeito nenhum. Só há uma forma de resolver o problema: chamar a população. A gente pode mudar a Constituição, porque fazer uma eleição direta para a presidência da República é uma necessidade objetiva do Brasil."

O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) afirma que o cenário é muito grave e que não tem precedentes. Ele diz que o Congresso Nacional não pode continuar funcionando normalmente. "A única coisa que deve tramitar aqui é a proposta de emenda à Constituição (PEC) das eleições diretas, que é a solução institucional para sair dessa crise. Não se pode aceitar que um Congresso desmoralizado, com alto índice de banditismo, eleja o sucessor de Michel Temer. Isso só aprofunda a crise."

Em seu Facebook, o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ), afirmou que a expectativa também é de renúncia, com eleições diretas. Caso o contrário aconteça e seja convocadas eleições indiretas, o parlamentar considera que será "um novo golpe". "As grandes corporações querem a eleição indireta para criar um falso clima de normalidade e as reformas continuarem sendo votadas, pois interessam a eles. A única maneira para colocar o país nos trilhos e voltar à normalidade democrática é devolvendo a soberania ao povo. É o povo que deve decidir o novo programa de governo."

Ele também criticou a possível saída de partidos da base governista, como PSDB e PPS. "O PMDB e o PSDB, os dois partidos que articularam o impeachment de Dilma e deram o golpe na democracia, foram desmascarados. Os parlamentares do PSDB e PPS se reúnem para discutir sua saída. Eles têm que afundarem junto com o governo que ajudaram a construir."

A PEC é de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ). O texto está parado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) desde 1º de junho de 2016, quando Esperidião Amin (PP-SC) foi escolhido relator. A proposta determina a realização de eleições diretas até seis meses antes do final do mandato, caso a presidência fique vaga.

Ouça a entrevista de Vanessa Grazziontin:

Ouça a entrevista de Wadih Damous: