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Segunda lista de Janot traz cerca de 100 alvos de inquéritos

Informação divulgada oficialmente pelo próprio Ministério Público é que foram enviados, no total, 320 pedidos
por Redação RBA publicado 17/03/2017 11h43, última modificação 17/03/2017 13h21
Informação divulgada oficialmente pelo próprio Ministério Público é que foram enviados, no total, 320 pedidos
Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Primeira leva de vazamentos deu conta que estavam na lista de Janot diversos ministros do governo Temer

GGN - Até o momento, sabe-se que grande parte da cúpula de governo de Michel Temer, com os principais ministros de sua equipe, além da grande base aliada, com deputados e senadores do PMDB e PSDB, além da própria oposição, do outro lado levando nomes do PT, estão na segunda lista de Janot.

Assim denominada, os pedidos de inquéritos da Procuradoria-Geral da República, sob o comando de Rodrigo Janot, contra políticos ao Supremo Tribunal Federal (STF), tramitam sob sigilo. O que foi divulgado oficialmente pelo próprio Ministério Público Federal (MPF) é que foram enviados um total de 320 pedidos.

Entre eles, 83 pedidos de abertura de inquérito, 211 declínios de competência para outras instâncias da Justiça, envolvendo aqueles que não detêm foro privilegiado, 7 arquivamentos e 19 outras providências.

A primeira leva de vazamentos deu conta que estavam na lista de inquéritos os ministros Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Bruno Araújo (Cidades), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia e Comunicações).

E os parlamentares Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP), Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA), além dos presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Ainda, integravam os alvos das investigações os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega.

Em seguida, os governadores Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), Fernando Pimentel (PT-MG), Tião Viana (PT-AC), Beto Richa (PSDB-PR) e Renan Filho (PMDB-AL).

Por fim, as últimas notícias trouxeram à tona nomes da oposição, como os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Jorge Viana (PT-AC), e os deputados Marco Maia (PT-RS), Andrés Sanchez (PT-SP).  Também a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), os deputados Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e José Carlos Aleluia (DEM-BA), além ainda dos parlamentares Lídice da Mata (PSB-BA) e Paes Landim (PTB-PI).

Entre os não detentores de foro estão o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB), o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PMDB), o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT) e Anderson Dornelles, ex-assessor da ex-presidente Dilma Rousseff.

Um levantamento mais recente feito por alguns jornais, como a Folha de S. Paulo e o grupo Globo atualizou para um total de 107 os nomes de todos esses procedimentos enviados por Janot ao STF. Pelo fato de alguns pedidos repetirem os nomes de investigados, calcula-se que o total e alvos, individualmente, dessa segunda lista de Janot sejam 100.

Segundo reportagem do G1, os números passados por investigadores da Lava Jato ao jornal são de 64 pedidos de inquéritos que envolvem um nome, 16 deles que têm dois em cada documento, 2 pedidos que trazem três nomes e um com 5 investigados em um mesmo inquérito.

As últimas informações também são a de que, apesar de já estar no prédio do Supremo, os documentos ainda não chegaram ao gabinete do relator da Lava Jato, Edson Fachin, o que deve ocorrer entre segunda (20) e terça-feira (21) da próxima semana.