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Oficial diz que Alckmin se recusou a receber liminar que cancela aumento de integrações

Governador foi procurado às 17h20 de sexta-feira (6) no Palácio dos Bandeirantes pelo oficial de Justiça, mas não foi notificado porque estaria em compromisso externo
por Redação RBA publicado 09/01/2017 18h23, última modificação 10/01/2017 12h18
Governador foi procurado às 17h20 de sexta-feira (6) no Palácio dos Bandeirantes pelo oficial de Justiça, mas não foi notificado porque estaria em compromisso externo
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Aumento de 14,8% nas tarifas de integração onera que mora mais longe do centro: medida contra a população

São Paulo – A forma que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), encontrou para manter o aumento de 14,8% das integrações de ônibus e Metrô, desde ontem (8), foi se recusar a receber o mandado de intimação com a decisão liminar, na sexta-feira (6), que cancelava o reajuste. Nesse dia, o governador foi procurado às 17h20 no Palácio dos Bandeirantes pelo oficial de Justiça João Carlos de Siqueira Maia, mas não foi notificado.

O oficial de Justiça foi atendido pelo assessor do governador Pedro Henrique Giocondo, que declarou que o governador estava ausente, em agenda externa, sem previsão de chegada. Nesta segunda-feira (9), Alckmin afirmou à imprensa não ter recebido qualquer notificação ao ser questionado sobre a medida liminar.

Em comunicado, o oficial de Justiça afirma ainda que esteve no Palácio dos Bandeirantes até 18h, e que procurou dar ciência ao assessor “do inteiro teor do mandado e deferimento de liminar”, mas ele não quis recebê-la, preferindo seguir orientação do procurador-geral do Estado, Elival da Silva Ramos. A assessoria de Alckmin negou que ele tenha se recusado a receber a notificação e que até as 16h30 de hoje não houve nova tentativa de notificar o governador.