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Estado de exceção

Polícia invade escola do MST em Guararema

Mesmo sem mandado judicial, policiais invadiram e dispararam tiros com bala letal na portaria da Escola Nacional Florestan Fernandes, na região metropolitana de São Paulo
por Brasil de Fato publicado 04/11/2016 11h52, última modificação 04/11/2016 12h58
Mesmo sem mandado judicial, policiais invadiram e dispararam tiros com bala letal na portaria da Escola Nacional Florestan Fernandes, na região metropolitana de São Paulo
Brasil de Fato
Bala

'É abuso de autoridade, violência desnecessária, ilegal”, afirma advogada do MST

São Paulo – Na manhã desta sexta-feira (4), a Polícia Civil do Paraná e a Polícia Militar de São Paulo invadiram a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema (SP). Mesmo sem mandado de busca e apreensão, policiais dispararam contra as pessoas na recepção da unidade e prenderam dois militantes. Segundo relatos, o cerco é feito por 10 viaturas e os policiais não estão identificados.

Os policiais chegaram na escola por volta das 9h25, cercaram o local e pularam a janela da recepção dando tiros para o ar. Os estilhaços, que acertaram uma mulher, eram de balas letais e não de borracha.

Reprodução/MST arma na mão
Policial aponta arma de fogo enquanto homem é dominado no chão, ao fundo
Reprodução / MST escolamst.jpg
Policiais invadiram a escola e atiraram seguidas vezes na recepção da Escola Nacional Florestan Fernandes

“Trata-se de abuso de autoridade, uma violência desnecessária, ilegal”, afirmou Giane Alves, advogada do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Segundo Giane, os policiais não informam o motivo da invasão. “Desconfiamos que esteja relacionado com operações que estão acontecendo do Paraná. Mas não sabemos quem eles estão procurando”, disse.

Em nota publicada no site, o MST disse “repudiar” a ação da Polícia de São Paulo e “exige que o governo tome as medidas cabíveis nesse processo". "Somos um Movimento que luta pela democratização do acesso a terra no país e não uma organização criminosa”, diz a nota.

Câmeras do circuito interno da escola mostram o momento da invasão.

Nas redes sociais, o ator Wagner Moura se manifestou: "Para quem tinha dúvidas de que vivemos um Estado de exceção..."