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"tráfico de influência"

Homem forte do governo Temer, Geddel Vieira Lima se demite

Demissão a ser oficializada hoje é mais uma etapa da crise que começou com a denúncia do ex-ministro da Cultura e deve abalar o governo
por Redação RBA publicado 25/11/2016 11h36, última modificação 25/11/2016 14h22
Demissão a ser oficializada hoje é mais uma etapa da crise que começou com a denúncia do ex-ministro da Cultura e deve abalar o governo
Valter Campanato/Agência Brasil
Geddel

Geddel é o sexto ministro do governo Temer a cair

São Paulo – O secretário de governo Geddel Vieira Lima já teria pronta a carta de demissão e pretende deixar o posto ainda nesta sexta-feira (25). Geddel foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de pressioná-lo pela liberação da obra de um prédio em Salvador, que foi embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan), subordinado à pasta da Cultura.

Calero acusa também o presidente Michel Temer de tê-lo "enquadrado", ao arbitrar a divergência com Geddel. Para a oposição, as ações de Geddel configuram tráfico de influência e advocacia administrativa – termo que se refere a utilização das funções de cargo público para defesa de interesses pessoais e privados – e, se comprovada a participação de Temer, o presidente incorreria em crime de responsabilidade, configurando condição para a entrada com pedido de impeachment.

Geddel é o sexto ministro nomeado por Temer a deixar o governo. Antes saíram Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Fábio Medina Osório (Advocacia Geral da União) e Calero (Cultura) – pivô desta nova crise ética.

Confira a nota do ministro demissionário:

Meu fraterno amigo Presidente Michel Temer,

Avolumaram-se as críticas sobre mim. Em Salvador, vejo o sofrimento dos meus familiares. Quem me conhece sabe ser esse o limite da dor que suporto. É hora de sair.
Diante da dimensão das interpretações dadas, peço desculpas aos que estão sendo por elas alcançados, mas o Brasil é maior do que tudo isso.

Fiz minha mais profunda reflexão e fruto dela apresento aqui este meu pedido de exoneração do honroso cargo que com dedicação venho exercendo.

Retornado à Bahia, sigo como ardoroso torcedor do nosso governo, capitaneado por um Presidente sério, ético e afável no trato com todos, rogando que, sob seus contínuos esforços, tenhamos a cada dia um país melhor.

Aos Congressistas, o meu sincero agradecimento pelo apoio e colaboração que deram na aprovação de importantes medidas para o Brasil.

Um forte abraço, meu querido amigo.

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