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Eleições 2016

Rio: Freixo catalisa votos da esquerda e vai ao 2º turno com Crivella

Freixo afirmou que derrotou o PMDB “em homenagem à democracia brasileira” e disse contar com apoios da esquerda: “Jandira já declarou apoio a mim, e quero também o apoio do Molon”, disse
por Redação RBA publicado 02/10/2016 19h26, última modificação 02/10/2016 21h16
Freixo afirmou que derrotou o PMDB “em homenagem à democracia brasileira” e disse contar com apoios da esquerda: “Jandira já declarou apoio a mim, e quero também o apoio do Molon”, disse
Reprodução/Facebook
Marcelo Freixo

Apesar de a Rede, de Molon, e de o PCdoB, de Jandira, não anteciparem apoio, boa parte de seus eleitores votaram em Freixo

Rio de Janeiro – Em uma das eleições mais aguardadas do país, o Rio de Janeiro terá disputa em segundo turno entre Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (Psol). Favorito desde o início da campanha, o pastor viu a vantagem reduzida na reta final da campanha, mas manteve-se na frente. Crivella obteve 27,78% dos válidos, enquanto Freixo tem 18,26%. O candidato do Psol conseguiu concentrar votos do eleitorado de esquerda, também disputados por Jandira Feghali, do PCdoB.

Pedro Paulo (PMDB) tem 16,12% dos votos válidos, seguido por Flávio Bolsonaro (PSC), com 14%, e Índio da Costa (PSD), com 9%. Carlos Osório (PSDB) figura com 8,93%, Jandira está com 3,34% e Alessandro Molon (Rede), com 1,43%. Disputaram ainda Carmen Migueles (Novo, 1,2%), Cyro Garcia (PSTU, 0,19%). Thelma Bastos (PCO) não teve votação.

O Rio tem 4.898.044 eleitores. As abstenções chegaram 24,28%. Havia ainda 5,5% de votos em branco e 12,76% nulos.

A já esperada onda do voto útil quebrou com força na capital fluminense. Freixo, nos últimos três dias de campanha conquistou eleitores de esquerda que inicialmente votariam em Jandira Feghali (PCdoB) e Alessandro Molon (Rede) – mesmo sem o apoio direto dos concorrentes. O voto útil também acabou beneficiando Pedro Paulo, que saltou para um resultado bem acima do que vinham indicando as pesquisas. Apoiado pelo prefeito Eduardo Paes e auxiliado pela máquina da prefeitura, que atuou forte em importantes bolsões de voto nos últimos dias, Pedro Paulo atraiu votos que inicialmente seriam destinados aos candidatos Indio da Costa (PSD) e Carlos Osorio (PSDB).

O desempenho do candidato Flávio Bolsonaro (PSC) foi o mais surpreendente. Apesar do mau desempenho nos diversos debates, o filho do deputado federal Jair Bolsonaro adotou um discurso radical de direita nos últimos dias de campanha e acabou em quarto lugar. O desempenho de Bolsonaro acabou sendo decisivo para que Pedro Paulo ficasse atrás de Marcelo Freixo.

Freixo afirmou que derrotou o PMDB “em homenagem à democracia brasileira”: "Não estamos chegando a um segundo turno qualquer. A gente acaba de sair de um golpe, e agora derrota o partido golpista", disse. O candidato do PSOL diz esperar contar com os apoios da esquerda no segundo turno: “Jandira já declarou apoio a mim, e quero também o apoio do Molon”, disse.

Logo que a eleição se definiu, mesmo antes do fim da apuração, a candidata do PCdoB deu “uma declaração clara” de apoio a Freixo: “Estamos no mesmo campo, contra o golpe e contra o atraso”, afirmou. Jandira avalia que muitos seguiram o voto útil após a penúltima pesquisa divulgada pelo Ibope: “Ninguém queria o Pedro Paulo no segundo turno. O sentimento oposicionista na cidade é, de fato, muito grande. Fizemos essa campanha com altivez, demarcamos a nossa posição em relação aos meios de comunicação, em especial, ao papel golpista da Globo”, disse.

Crivella se disse aberto a um amplo leque de alianças: “Vamos conversar com todos, procurar a todos, fazer uma aliança dentro de princípios, de valores, de ideias. A população do Rio entende que politica se faz com alianças, são necessárias alianças, e vamos fazê-las. Vou procurar a todas as forças politicas, essas que tiveram grande expressão de votos, e tentar convencê-los. Eu tenho certeza de que vamos conseguir fazer uma ampla aliança. A politica é dinâmica, ela não para. Não para nem quando a gente está dormindo”.