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Dilma diz que golpe foi dado para aplicar programa reprovado nas urnas

Dilma reafirma que programa Ponte para o Futuro, de Temer, representa privatização e retirada de direitos sociais e trabalhistas
por Redação RBA publicado 28/09/2016 11h13, última modificação 28/09/2016 12h37
Dilma reafirma que programa Ponte para o Futuro, de Temer, representa privatização e retirada de direitos sociais e trabalhistas
reprodução/TVE Bahia
Dilma

Dilma sobre o golpe: 'Eles vão confessando. A última confissão foi feita pelo presidente ilegítimo e usurpador'

São Paulo – Em sua primeira entrevista a uma TV brasileira desde o seu afastamento, a ex-presidenta Dilma Rousseff reafirmou ontem (27) que o impeachment que a destituiu do cargo ocorreu não por supostas irregularidades, mas por não ter aceitado o plano neoliberal proposto pelo PMDB conhecido como Ponte para o Futuro.

"Eles vão confessando. A última confissão foi feita pelo presidente ilegítimo e usurpador, atualmente no cargo, que disse o seguinte: 'nós fizemos o impeachment para poder aplicar o programa Ponte para o Futuro'. Ora, o programa, que tira direito trabalhistas, tira direitos sociais, que privatiza, que vende as terras a estrangeiros, esse programa não foi aprovado nas urnas. Então, essa é uma outra razão do golpe", afirmou a ex-presidenta Dilma ao repórter Bob Fernandes, para a TVE Bahia. Entre as motivações, a ex-presidenta afirmou que o golpe teve um viés machista.

Dilma disse não acreditar na possibilidade de prisão de Luiz Inácio Lula da Silva. "Não acredito que eles cometam este absurdo, não porque sejam bons, mas acredito que também não são burros. Acho que transformará a prisão de uma pessoa visivelmente injustiçada em um herói. Acho que eles não irão querer."

Por outro lado, Dilma também afirmou que existe uma estratégia que pretende inviabilizar Lula para as eleições de 2018.  "O golpe só se completa com isto. As forças que deram o golpe têm muito interesse que ele seja julgado e condenado. Eles tiram o Lula do jogo e se livram da Lava Jato."

Assista:

Ela também condenou o impulso condenatório dos promotores que integram a Operação Lava Jato, enfatizando a ação que prendeu o ex-ministro Guido Mantega. "Prender o Mantega é expô-lo a uma condenação que não existe, é a condenação da mídia, e a distorção que essa publicidade dá. Lamento imensamente a prisão dele dentro de um hospital."

A ex-presidente também defendeu a isonomia das investigações que, segundo ela, devem atingir a todos: "Por que prender o Mantega e deixar o Eduardo Cunha solto?".

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