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apesar da proibição

Virada Cultural em Belo Horizonte é palco de manifestações contra Temer

Prefeito tucano Marcio Lacerda proibiu que houvesse manifestações políticas nas apresentações, mas artistas não aceitaram e reforçaram protestos da plateia contra governo do presidente interino e do próprio Lacerda
por Redação RBA publicado 10/07/2016 13h00
Prefeito tucano Marcio Lacerda proibiu que houvesse manifestações políticas nas apresentações, mas artistas não aceitaram e reforçaram protestos da plateia contra governo do presidente interino e do próprio Lacerda
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São Paulo – O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSDB), incluiu uma cláusula no contrato dos artistas que se apresentariam na Virada Cultural para que não fosse feito qualquer ato político. O evento ocorreu na noite de ontem (9) e os convidados acompanharam os gritos "Fora, Temer" da população.

“Fica terminantemente proibida, antes, durante e após a apresentação artística, qualquer manifestação e propaganda de cunho político-partidário, bem como placas, faixas, propagandas em geral, camisetas, citações”. A cláusula oito também estabelece multa de 100% do valor contratado e “imediata interrupção da apresentação artística”, de acordo com reportagem de O Tempo.

Criolo se apresentou no palco da Praça da Estação, com uma camiseta do Goma, um dos pixadores que foi preso em Belo Horizonte por crimes ambientais. "Nós da favela temos voz. Eu não sou negro, eu não sou branco, eu sou Grajaú!". Criolo também protestou contra a homofobia, racismo, machismo e "contra o golpe do presidente interino e ilegítimo Michel Temer".

O cantor e compositor mineiro Flávio Renegado criticou a proibição de Lacerda. “Essa lei não existe, ela fere o 5º artigo da Constituição de Liberdade de Expressão. Fora, Lacerda, Fora, Temer!”

O dramaturgo Zé Celso, que apresentou o espetáculo “Para Dar um Fim no Juízo de Deus”, no Grande Teatro do Sesc Palladium, também fez seu protesto e foi acompanhado pela plateia, que gritava "Ei, Lacerda, seu governo é uma merda".