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Movimentos rejeitam plebiscito e querem cumprimento de mandato de Dilma

Durante ato contra governo interino na Avenida Paulista, em São Paulo, dirigentes pedem respeito às regras democráticas
por Redação RBA publicado 10/06/2016 17h39, última modificação 10/06/2016 18h23
Durante ato contra governo interino na Avenida Paulista, em São Paulo, dirigentes pedem respeito às regras democráticas
William De Lucca Martinez II/SPbancarios
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Ato na Avenida Paulista é um entre dezenas que ocorrem hoje pelo país. No início da noite, é esperada a presença de Lula

São Paulo – A ideia de um plebiscito, admitida pela presidenta afastada, Dilma Rousseff, não é endossada por líderes que participam, na tarde de hoje (10), de ato contra o governo interino de Michel Temer. "A CUT defende o retorno da presidenta porque ela é a figura eleita pelo voto popular", diz o presidente da central em São Paulo, Douglas Izzo. "Não defendemos a realização de plebiscito para antecipação de eleições para Presidência. Precisamos aumentar o debate para encontrar uma saída para a crise", acrescenta.

Para o dirigente, é preciso "abrir o debate" para que a crise se resolva conforme as regras democráticas. "Dilma Rousseff deve voltar mesmo com esse Congresso conservador já que o Michel Temer, o governo interino, também não está conseguindo colocar termo a crise", disse Izzo, pouco antes do início do ato na Avenida Paulista.

"Nós achamos que, neste momento, mais importante do que convocar plebiscito é aumentar a resistência popular contra o golpe. Eles querem que a Dilma renuncie e tenha novas eleições,  mas a presidente tem de terminar o seu mandato", afirma o coordenador estadual da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim. "Os senadores têm que ser mais claros, eles sabem que não houve crime de responsabilidade."

Para ele, a proposta de plebiscito não tem unidade". "A Dilma deve retornar e mudar na política econômica", diz, sugerindo usar uma parte das reservas cambiais "para ajustar a economia" brasileira. "É preciso também combater a sonegação, que sangra R$ 500 bilhões por ano", acrescenta Raimundo.

O ato na Paulista é um entre dezenas que ocorrem hoje pelo país. No início da noite, é esperada a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com reportagem de Helder Lima