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Gilmar Mendes analisa segundo pedido de inquérito contra Aécio

Novo pedido da PGR versa sobre a maquiagem de dados do Banco Rural para esconder o mensalão tucano
por Jornal GGN publicado 17/05/2016 12h26, última modificação 17/05/2016 12h58
Novo pedido da PGR versa sobre a maquiagem de dados do Banco Rural para esconder o mensalão tucano
ABR/STF
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Gilmar Mendes já suspendeu coleta de provas contra Aécio NEves sobre caso Furnas

GGN – O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ao ministro Gilmar Mendes mais um pedido de abertura de inquérito contra Aécio Neves, senador pelo PSDB-MG e candidato derrota nas eleições de 2014 ao cargo de presidente da República.

Lewandowski aceitou a sugestão de Teori Zavascki, também ministro, que abriu mão da relatoria do pedido feito pela Procuradoria-geral da República por avaliar que inquérito não tem ligação com a Lava Jato.

O novo pedido de inquérito da PGR versa sobre a maquiagem de dados do Banco Rural para esconder o mensalão tucano e também tem como alvos o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB) e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).

Teori e Lewandowski entendem que tal inquérito está ligado àquele outro, que caiu no que tange à investigação de Aécio Neves, que apura suposto pagamento de propino ao senador, vindo do esquema de Furnas. Aécio nega irregularidades, tanto no primeiro inquérito quanto nesse.

O ministro Teori apontou que, mesmo com elementos terem aparecido depois de delação de Delcídio do Amaral, não existe relação direta com o esquema de corrupção da Petrobras.

Está nas mãos de Gilmar autorizar a abertura desse segundo inquérito, que envolve os três políticos.

Na delação, o senador cassado disse que Paes, à época secretário-geral do PSDB, foi um dos emissários de Aécio na maquiagem de dados do Banco Rural, que seriam enviados à CPI dos Correios, que investigava o mensalão e na qual Delcídio foi presidente. Segundo ele, só ficou sabendo que os dados seriam maquiados porque Eduardo Paes e Aécio Neves contaram a ele. Esta declaração foi dada em depoimento à PGR.

Gilmar Mendes já suspendeu coleta de provas sobre caso Furnas, e mandou o pacote de volta à Rodrigo Janot, para que reavalie.

Resta aguardar para saber se também mandará este inquérito pelo mesmo caminho.