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Advogados de Lula dizem que declarações de Pedro Corrêa não têm 'valor probatório'

Defesa do ex-presidente destaca que acusador já foi condenado e é reincidente: "Não tem condições jurídicas nem morais"
por Jornal GGN publicado 31/05/2016 10h10, última modificação 31/05/2016 11h39
Defesa do ex-presidente destaca que acusador já foi condenado e é reincidente: "Não tem condições jurídicas nem morais"
reprodução/GGN
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Ex-deputado Pedro Corrêa foi condenado tanto no mensalão quanto na Lava Jato

GGN – Por meio de nota publicada ontem (30), os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que as declarações do ex-deputado Pedro Corrêa "não possuem qualquer valor probatório", ressaltando que ele é condenado reincidente e sustentando que ele não tem "condições jurídicas nem morais" para contestar a Procuradoria-Geral da República, que não acusou o ex-presidente de nenhum crime na Ação Penal 470, que julgou o caso do mensalão.

Ex-deputado e ex-presidente do Partido Progressista (PP), Pedro Corrêa foi condenado tanto no mensalão quanto na Lava Jato. Na semana passada, em delação premiada, Corrêa acusa Lula de gerenciar pessoalmente o esquema de corrupção da Petrobras, incluindo a indicação de diretores da estatal à divisão do dinheiro desviado. A defesa do ex-presidente pediu acesso à delação de ex-deputado e criticou os vazamentos ilegais da Lava Jato.

Confira a íntegra da nota:

Declarações de Pedro Corrêa não têm valor probatório

Condenado reincidente, ex-deputado não tem condições jurídicas nem morais para contestar posição do Procurador Geral da República, que não acusou Lula de nenhum crime na Ação Penal 470. Defesa do ex-Presidente já requereu a Sérgio Moro e Teori Zavascki acesso a todo o material da delação, vazada ilegalmente para a mídia

As toscas declarações do condenado reincidente Pedro Corrêa para legitimar uma investigação contra o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no âmbito da Operação Lava Jato, não possuem qualquer valor probatório. O Procurador Geral da República não acusou Lula da pratica de nenhum crime na Ação Penal 470, conhecida como "mensalão", já concluída. Retomar o tema nesse momento serve apenas para alimentar um processo midiático que tenta a qualquer custo manchar a honra e a reputação do ex-Presidente.

Pedro Corrêa não reúne condições jurídicas, tampouco morais, para colocar em dúvida essa posição do Ministério Público Federal à época, tomada com base em elementos concretos que apontavam a inocência do ex-Presidente, tal como se verifica também agora na Lava Jato.

A realidade é que as autoridades, após a devassa imposta a Lula e a seus familiares, não identificaram nada que pudesse comprometer a sua reputação, pela simples razão de que o ex-Presidente não praticou nenhum ato ilícito antes, durante e depois de exercer a Presidência da República.

Há uma clara tentativa de mascarar essa realidade através de sucessivas publicações fantasiosas e provenientes de pessoas que, por cumprirem pena na prisão após condenadas pela Justiça, estão dispostas a qualquer negociação em busca da liberdade.

Os advogados de Lula pediram ao Juiz Sérgio Moro e ao Ministro Teori Zavascki acesso a todo o material relativo à delação premiada negociada entre o Ministério Público Federal e Pedro Corrêa, após mais um vazamento ilegal da Operação Lava Jato.

Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins

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