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Atos propositais

Ministro pede a Judiciário e MPF que impeçam vazamentos seletivos de delações

Para Edinho Silva, divulgação recente de delações premiadas tem o claro objetivo de manipular dados para atrapalhar e interferir no processo do impeachment, prestes a ser votado pela Câmara
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 07/04/2016 17h36, última modificação 07/04/2016 17h52
Para Edinho Silva, divulgação recente de delações premiadas tem o claro objetivo de manipular dados para atrapalhar e interferir no processo do impeachment, prestes a ser votado pela Câmara
José Cruz/Agência Brasil
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Ministro disse que vê "com grande estranheza" novos vazamentos

Brasília – O ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo, Edinho Silva, afirmou hoje (7), durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, que faz um apelo público ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Judiciário para que impeçam os vazamentos seletivos sobre o teor das delações premiadas feitas pela Operação Lava Jato. Ele acrescentou que vê "com grande estranheza" que novos vazamentos tenham sido feitos entre ontem e hoje, justamente quando a Câmara dos Deputados inicia uma etapa decisiva para votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Edinho Silva reafirmou a forma transparente e lícita com que a campanha de Dilma atuou em 2014. E destacou que jamais partiu dele qualquer diálogo com empreiteiras e empresários referente a propina ou acordo sobre obras no governo federal. Acrescentou, também, que a defesa da presidenta, assim como a Advocacia-Geral da União e o Ministério da Justiça já estão tomando providências cabíveis em relação às últimas delações e ao vazamento seletivo.

E reiterou ter certeza de que "os parlamentares estão desconfiados pelo fato de esses vazamentos acontecerem às vésperas de uma decisão importante a ser tomada pela Câmara dos Deputados, que tem a ver com a defesa da democracia". “Se essa acusação da delação divulgada por veículos de imprensa realmente existiu, digo aqui que se trata de uma mentira. Se não existe, é mais um vazamento manipulado para agravar ainda mais a crise política”, repetiu.

Edinho Silva disse que permanece no governo. Afirmou que tem consciência da lisura dos seus atos e também da confiança que a presidenta deposita nele e no trabalho que realizou como tesoureiro da campanha presidencial de 2014. “A presidenta me conhece e conhece o meu trabalho, sabe da forma correta com que agi na sua campanha”, assegurou.

Hoje, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou delações premiadas de dois executivos da empresa Andrade Gutierrez, peça na qual são feitas as denúncias que envolvem o ministro da Comunicação.