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Lista de juízes a favor de Moro tem 162 nomes repetidos

Relação real mostra somente 276 nomes de magistrados – e não 500 – que apoiam o responsável pela Operação Lava Jato. Alguns signatários se repetem três ou quatro vezes
por Redação RBA publicado 21/03/2016 15:39, última modificação 03/04/2016 14:38
Relação real mostra somente 276 nomes de magistrados – e não 500 – que apoiam o responsável pela Operação Lava Jato. Alguns signatários se repetem três ou quatro vezes
Lula Marques/Agência PT
Moro

Manifesto de apoio ao magistrado por divulgação de escutas não tinha efetivamente o peso alardeado

São Paulo – Um manifesto de juízes federais declarando apoio ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Operação Lava Jato, foi divulgado sexta-feira (18) com o suposto apoio de 500 magistrados que "não se curvariam a condutas antirrepublicanas”. A lista, no entanto, tem apenas 276 nomes válidos.

Dos 500 nomes anunciados, são listados apenas 471. Porém, boa parte se repete, e há saltos nos números. Somente 114 são únicos na lista. Outros 154 aparecem duas vezes na relação. Os outros se repetem de três a quatro vezes. Entre esses últimos estão o nome de Paulo Meireles e de Carina Roselino Biagi, ambos juízes do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Seis nomes se repetem três vezes: Gisele Monteiro e Patricia Cayres Mariotti (TJ-SP); Inês Selbman e Ruy Jander Teixeira da Rocha (TJ-PB); João da Matta e Silva (TJ-DFT) e Marize Winkler (Justiça Federal do Paraná).

Mas a fraude da lista não para na duplicação de nomes. Há saltos nos números que registram as assinaturas: do 70º apoiador, a lista passa para o 80º; e do 330º, para 340º. O jornal O Estado de S. Paulo, que divulgou a lista primeiramente, na sexta-feira, fez a correção na manhã de hoje.

O objetivo do manifesto é confrontar as críticas feitas a Moro pela ilegalidade da divulgação de grampos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff. Uma das interceptações foi feita no último dia 4, logo após Lula ser liberado após ser conduzido coercitivamente a prestar depoimento no posto da Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Outra gravação foi feita na quarta-feira (17), dia em que o material foi divulgado, com aval do juiz. No mesmo dia em que foi oficializada a indicação de Lula ao Ministério da Casa Civil.

Compare abaixo a lista original de apoiadores de Moro e planilha revista:

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