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Deputados e sindicalistas pedem providências do governo Alckmin sobre violência da PM

Parlamentares, presidente e secretário-geral da CUT se reúnem com o secretário da Segurança Pública de São Paulo, e também pedem garantias à manifestação do dia 18 contra o impeachment
por Eduardo Maretti, da RBA publicado 15/03/2016 19h44, última modificação 16/03/2016 00h48
Parlamentares, presidente e secretário-geral da CUT se reúnem com o secretário da Segurança Pública de São Paulo, e também pedem garantias à manifestação do dia 18 contra o impeachment
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Ações da PM são cada vez mais despropositadas e atingem de sindicatos a crianças nas escolas

São Paulo – Deputados da bancada do PT da Assembleia Legislativa, o presidente da CUT, Vagner Freitas, e o secretário-geral da entidade, Sérgio Nobre, reuniram-se na manhã de hoje (15) com o secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, para protestar e pedir providências sobre a invasão da subsede de Diadema do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC pela Polícia Militar, na noite da última sexta-feira (11). A reunião foi na sede da secretaria.

O presidente do sindicato, Rafael Marques, também participou do encontro. Eles pediram ainda ao secretário que o governo estadual garanta a segurança da manifestação do dia 18 em São Paulo.

“Fomos falar do absurdo da polícia entrar de forma bruta sem ser convidada, armada, num recinto político e fechado, onde estava havendo uma reunião, o que gerou uma certa tensão”, relata o deputado Alencar Santana (PT).  “Também queremos que a segurança no dia 18 seja garantida da mesma maneira como foi no dia 13.”

O grupo pediu ao secretário para que haja rigor na apuração e para que esse tipo de conduta seja coibida. “A secretaria não pode permitir que policiais ajam dessa forma, ameaçando e cerceando o direito constitucional à reunião, e relatamos outros casos que ocorreram”, diz o deputado.

No sábado (12), as sedes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da CUT em Campinas, no interior, foram alvo de ataques. A presidenta Dilma Rousseff divulgou, no domingo, uma nota condenando o ataque à UNE e a ação da PM no sindicato do ABC.

“É intolerável a violência cometida por vândalos que, neste sábado, atacaram a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), em São Paulo. Trata-se de uma ação violenta, que confunde o debate político saudável e democrático com a disseminação do ódio”, afirmou Dilma. De acordo com a nota da presidenta, “os mesmos princípios democráticos devem ser defendidos em relação ao episódio ocorrido na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em Diadema”.

Segundo Alencar Santana, Alexandre de Moraes comprometeu-se a apurar a conduta dos policiais em Diadema e prometeu puni-los se houve a transgressão de suas funções . “Ele se comprometeu também a garantir a segurança no dia 18, e que não haverá nenhum grupo contrário no ato.” Na semana passada, o governador Geraldo Alckmin prometeu proibir manifestações a favor do governo Dilma no dia 13 para “garantir tranquilidade”.

O deputado petista afirmou ainda que o secretário de Alckmin garantiu que a ordem de intervir no sindicato não partiu dele nem da sua pasta. Alexandre de Moraes não falou em prazo para o fim da apuração sobre responsabilidades. “Mas tem que haver punição, senão daqui a pouco vira farra. Se os responsáveis não forem punidos vão se achar no direito de cercear o direito à reunião das pessoas”, diz Alencar.

PM agride crianças

Os atos da polícia paulista são cada vez mais frequentes e despropositados. Para conter uma manifestação de crianças de 10 a 16 anos também na sexta-feira, a diretora da escola Escola Estadual Marilena Piumbato Chaparro, Eliana Lourenço, chamou a PM, que entrou na escola com extrema violência, usando gás de pimenta e batendo nos alunos. Segundo reportagem de hoje da BandNews, a diretora foi afastada da escola.

Segundo os relatos da reportagem, vários alunos passaram mal após a utilização de spray de pimenta. As crianças pediam apenas a instalação de bibliotecas e salas ambiente, que se adequam às disciplinas. Parentes dos alunos contaram que, com a invasão, uma menina "apanhou na cara" de um policial. "A polícia chegou batendo geral em todo mundo, com gás de pimenta, com agressão, com cassetete, quebrando celular de crianças. Eram crianças, não eram delinquentes", reclamou Gisele Francini, tia de uma aluna, segundo a BandNews.

O coordenador da subsede Lapa da Apeoesp, Alexandre Fusco, disse que professores também foram agredidos. "A manifestação era dos alunos, a única interferência de alguns professores foi de tentar evitar a violência policial", contou.

Vários alunos faltaram às aulas na segunda-feira, por medo do que pudesse acontecer após a invasão da polícia.