Você está aqui: Página Inicial / Política / 2016 / 03 / CUT vê 'parcialidade' e repudia pedido de prisão preventiva de Lula

postura política

CUT vê 'parcialidade' e repudia pedido de prisão preventiva de Lula

Central alega conflito de atribuições e parcialidade do promotor Cássio Conserino. CTB também se manifesta contra decisão que "explicita o agravamento da crise política" e pede mobilização social
por Redação RBA publicado 11/03/2016 15h25
Central alega conflito de atribuições e parcialidade do promotor Cássio Conserino. CTB também se manifesta contra decisão que "explicita o agravamento da crise política" e pede mobilização social
Fotoarena/Folhapress
conse.jpg

CUT alega que ato de Conserino não tem base legal e afronta os direitos civis

São Paulo – A CUT, a exemplo de outras entidades, manifestou repúdio ao pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luia Inácio Lula da Silva. Para a central, a iniciativa do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) é "inaceitável do ponto de vista jurídico e político”. A decisão do promotor Cássio Conserino carrega “indiscutível parcialidade”, acrescenta a CUT, em nota. O pedido agora deve ser analisado pela juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga, da 4ª Vara Criminal de do estado.

A direção executiva da central também questiona o conflito de atribuições envolvendo a atuação do MP-SP. “Conserino não é promotor natural do caso (…) O pedido não tem base legal e afronta os direitos civis”, diz a nota. Em entrevista coletiva, ontem (10), integrantes do Ministério Público paulista acusaram Lula por suposta ocultação de patrimônio, no caso do apartamento no Guarujá, e solicitaram a medida cautelar por crimes de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A CUT faz referência às manifestações do próximo domingo (13), ao afirmar que “a ação arbitrária do promotor, amplamente criticada por desembargadores de São Paulo por ser irresponsável e comprometer a credibilidade do Ministério Público, tensiona os ânimos e agrava a crise política”. A entidade orienta suas bases no sentido de manter "estado permanente de mobilização" e para organizar atos no dia 18 em todo o país.

A CTB também se manifestou para afirmar que o pedido do MP-SP "explicita o agravamento da crise política no Brasil e exige a intensificação da mobilização social contra o avanço das forças conservadoras". A central convocou sindicatos e militância para formar "comitês em defesa da democracia como estratégia para enfrentar o acirramento da luta de classes no país que é incitado pela direita neoliberal em sua tentativa permanente de retomar o poder político no Brasil".

"A direita golpista em ação trabalha para o agravamento da crise, impõe uma agenda conservadora e quer líquidar o legado de conquistas sociais e econômicas e, por fim, o sonho de milhões de brasileiros", diz a nota, assinada pelo presidente da CTB, Adilson Araújo, destacando ações como redução da pobreza e aumento real do salário mínimo.