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no Metrô

Alckmin quer hora extra de metroviários para apoiar protestos de domingo

Governador volta a colocar dinheiro público em manifestação por impeachment de Dilma. Em março do ano passado, determinou a liberação das catracas do Metrô
por Rodrigo Gomes publicado 12/03/2016 11:15
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Governador volta a colocar dinheiro público em manifestação por impeachment de Dilma. Em março do ano passado, determinou a liberação das catracas do Metrô
Dario Oliveira/Codigo19/Folhapress
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Sindicato diz que Alckmin quer evitar transtornos aos manifestantes antipetistas que se dirigirem à Paulista

São Paulo – O Sindicato dos Metroviários de São Paulo denunciou na tarde de ontem (11), que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) solicitou à direção da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) que determine a realização de horas extras aos trabalhadores que estiverem em sua função no domingo (13), para “melhor atender” aos manifestantes antipetistas que se dirigirem à Avenida Paulista. Na primeira manifestação pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 15 de março do ano passado, o Metrô liberou as catracas para os manifestantes ao término do protesto.

“Quem sairia às 14h, por exemplo, terá de ficar até mais tarde. Quem estaria de folga está sendo convocado. É um absurdo. Há poucos dias estávamos proibidos de fazer horas extras, porque o Metrô estaria com problemas financeiros. Agora somos convocados a fazer porque interessa”, afirmou o diretor do sindicato Alexandre Roldam. O dado mais recente do número de trabalhadores operacionais do Metrô é de 2014. São 4.624 servidores na operação de trens.

Alckmin, que já manifestou interesse em concorrer à presidência da República em 2018, disse que poderia participar da manifestação de domingo “como cidadão”. Seu partido apoia ativamente os protestos, e a bancada tucana no Congresso tem gravado vídeos chamando seus correligionários a participar do ato.

Enquanto os protestos de grupos antipetistas encontram estações abertas e, algumas vezes, a catraca liberada para ingresso no sistema sem pagamento da passagem, os atos contra o impeachment da presidenta Dilma, protagonizado principalmente por movimentos sociais e centrais sindicais, repetidamente encontram estações fechadas ao final do ato.

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