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Justiça

Novo ministro atua há anos na área criminal e é tido como conciliador

Conforme informações do Planalto, pesou na escolha da presidenta Dilma Rousseff por Lima e Silva o fato dele ser do Ministério Público e adotar estilo baseado em diálogo e pacificação nos órgãos onde já atuou
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 29/02/2016 18h13, última modificação 29/02/2016 18h26
Conforme informações do Planalto, pesou na escolha da presidenta Dilma Rousseff por Lima e Silva o fato dele ser do Ministério Público e adotar estilo baseado em diálogo e pacificação nos órgãos onde já atuou
Ascom / MP-BA
Wellington César Lima e Silva.jpg

Lima e Silva (dir.) foi procurador-geral de Justiça da Bahia, na gestão do governador e hoje ministro Jaques Wagner

Brasília – O novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que assume o cargo na quarta-feira (2) em substituição a José Eduardo Cardozo, ocupou por duas vezes o cargo de procurador-geral de Justiça da Bahia no governo do hoje ministro Jaques Wagner e tem vasto currículo, sobretudo de atuação na área criminal. É elogiado pelo preparo e conhecimento jurídico e destacado por ter perfil conciliador, dado à busca por parcerias nos trabalhos que desenvolve, conforme relato de colegas com quem trabalhou nos últimos anos.

Wellington Lima e Silva, antes de ser procurador-geral de Justiça da Bahia, foi titular da 2ª Promotoria de Acompanhamento de Inquéritos do estado. Foi promovido por merecimento para a Procuradoria de Justiça Criminal durante sessão do Conselho Superior do Ministério Público (CNMP), depois de ter integrado por três vezes, lista tríplice para o cargo.

Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia, ele é mestre em Ciências Criminais e doutorando em Direito Penal. Entrou no Ministério Público em 1991 e foi promotor nas comarcas de Itagimirim, Tucano e Feira de Santana até ser promovido, em 1995, para Salvador, onde atuou na Promotoria de Justiça de Assistência, na 6ª Vara Crime e na Central de Inquéritos do MP. Segundo promotores e magistrados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do CNMP, é um profissional respeitado tanto no estado quanto nos tribunais superiores.

Embora o futuro ministro tenha evitado se manifestar sobre o convite até agora, ele veio a Brasília na última semana, após ter sido sondado pelo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, para conversar diretamente com a presidenta Dilma Rousseff sobre a então possibilidade de vir a ocupar o cargo.

E em meio a especulações e indagações feitas por colegas e jornalistas em Salvador sobre o resultado dessa viagem, afirmou que se recebesse o convite, o abraçaria “com determinação”. Definiu ainda a missão como sendo de “servir meu país, neste momento em que se faz necessário muita tranquilidade e sobriedade”.

Do tipo que tem amplo contato com os membros do Ministério Público, Lima e Silva reiterou várias vezes, quando procurador-geral da Bahia, que a sensação que sentia no cargo era de acolhimento da coletividade baiana ao Ministério Público, uma vez que o órgão, a seu ver, existe para servir a população.

Também destaca, sempre, em suas falas e discursos, a importância de considerar fundamental reconhecer que os órgãos de fiscalização e controle devem se ocupar do diálogo e da função pedagógica. “Dialogar é um imperativo categórico”, disse recentemente, num evento do qual participou.

Teria pesado na escolha da presidenta Dilma Rousseff o fato de ele ser procurador, ter relações com a Procuradoria-Geral da República e com procuradores nos estados. E ainda, o seu estilo de  diálogo e pacificação, o que pode ajudá-lo a fazer uma interlocução maior entre governo, Ministério Público e tribunais como um todo nessa nova empreitada.