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PMDB mineiro mantém impasse sobre liderança da Câmara

Reunião durou cinco horas, sem que legenda definisse um nome à liderança. Bancada é liberada para votar em quem quiser e Leonardo Quintão diz que lançará candidatura própria à vaga
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 19/01/2016 10h10, última modificação 19/01/2016 10h56
Reunião durou cinco horas, sem que legenda definisse um nome à liderança. Bancada é liberada para votar em quem quiser e Leonardo Quintão diz que lançará candidatura própria à vaga
Luis Macedo / Câmara dos Deputados
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Leonardo Picciani, deputado que disputa a liderança da bancada do PMDB na Câmara

Brasília – Depois de cinco horas, terminou sem consenso a reunião realizada em Belo Horizonte, ontem (18), entre peemedebistas da bancada mineira sobre a decisão a tomar em relação à liderança do partido na Câmara. Os integrantes do partido decidiram não lançar um candidato da bancada para disputar o cargo com o atual líder, Leonardo Picciani (RJ), mas por outro lado, o deputado Leonardo Quintão (MG) saiu do encontro resoluto na decisão de sair como candidato próprio à liderança. Enquanto o deputado Newton Cardoso Junior desistiu de uma vez por todas de se candidatar.

Com essa divisão, a situação do PMDB na Casa continua indefinida e sem fechar o acordo segundo o qual os mineiros apoiariam uma chapa única pela recondução de Picciani à liderança e, em troca, o Executivo indicaria o deputado Mauro Lopes (MG) para a Secretaria de Aviação Civil.

Segundo um deputado que participou da reunião, o vice-governador mineiro, Antonio Andrade, que é presidente estadual do partido, viaja hoje (19) a Brasília para tentar convencer o Palácio do Planalto que a candidatura de Quintão não representará uma postura de oposição ao Executivo.

Enquanto Quintão, por sua vez, saiu do encontro dizendo que será um líder “independente” e não necessariamente, apoiará o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Respeito aos colegas

O deputado afirmou que em sua atuação na liderança adotará uma posição de respeito à decisão da maioria dos peemedebistas. “Não vou trabalhar a favor do impeachment, estas especulações têm sido plantadas por Picciani para atrapalhar minha candidatura”, acusou Leonardo Quintão.

Com a falta de um consenso por parte da bancada do PMDB de Minas o partido continua num impasse e deverá se reunir novamente entre hoje e amanhã no Congresso para definir a melhor postura a ser adotada em relação à liderança na Câmara. O presidente da Casa, Eduardo Cunha (RJ), já afirmou que, sem consenso por parte dos mineiros, ele próprio trabalharia pela indicação de um candidato de outro estado para se contrapor a Picciani.

Resta saber se Cunha fechará com Leonardo Quintão, ou se Quintão recusará o apoio para fechar com a ala governista e conseguir convencer a todos do seu posicionamento. Outra alternativa, conforme avaliou um senador do PMDB, será o deputado mineiro ser convencido a desistir da candidatura e se aliar ao grupo da sigla que não apresentará nome para disputar com Picciani.

Certo mesmo é que, faltando 14 dias para a definição da nova liderança, a polêmica parece estar longe de chegar a um desfecho.

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