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Instituto Lula diz que Alckmin deveria explicar escândalos de seu governo

Governador fez declarações ofensivas ao ex-presidente associando sua imagem à corrupção e falta de ética em evento neste sábado
por Redação da RBA publicado 30/01/2016 22:29, última modificação 31/01/2016 01:32
Governador fez declarações ofensivas ao ex-presidente associando sua imagem à corrupção e falta de ética em evento neste sábado

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa do Instituto Lula, declarações ofensivas feitas hoje (30) pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), sobre as investigações do Ministério Público sobre um apartamento e um sítio atribuídos a Lula e familiares. O governador associou a imagem de Lula à corrupção e falta de ética. A nota diz que Alckmin deveria explicar escândalos do estado, como os desvios na merenda escolar e nas obras do metrô.

"Seria mais proveitoso para a população de São Paulo se o governador explicasse os desvios nas obras do metrô e na merenda escolar, a violência contra os estudantes e os números maquiados de homicídios, ao invés de tentar desviar a atenção para um apartamento que não é e nunca foi de Lula", diz o texto.

"Em vez de atacar Lula, o Alckmin deveria cuidar do governo dele, que tira comida da boca das crianças", disse o presidente do PT, Rui Falcão, em sua conta no Twitter.

As críticas foram feitas num momento em que o governo de São Paulo está envolvido num esquema milionário de desvios de recursos da merenda escolar das crianças para o financiamento de campanhas eleitorais do PSDB. Um dos nomes supostamente envolvidos no esquema seria do presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), acusado por funcionários da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) de receber propina a cada contrato celebrado entre a entidade e o setor público.

Capez foi citado em depoimentos de funcionários da Coaf à Polícia Civil na semana passada. Pelas mensagens, os funcionários da entidade afirmaram que o tucano recebia propina que chegava a 25% dos contratos. Além de Capez, foram citados ex-­chefe de gabinete da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB) Luiz Roberto dos Santos, conhecido como "Moita".

A máfia, que envolve três cooperativas de agricultura familiar atuou em 152 cidades paulistas, de acordo com documento da Operação Alba Branca. Em depoimento, o delator ex-presidente da Coaf Cássio Izique Chebabi confirmou a formação de cartel para obter licitações. Os municípios eram responsáveis por R$ 209,8 milhões (48%) do total para gastos com merenda de agricultura familiar, R$ 435 milhões.

Desde que foi deflagrada a operação, vários auxiliares próximos de Alckmin já foram citados pelo empresário Cássio Chebabi. Também foram citados o secretário de Transportes, Duarte Nogueira, ex-presidente do PSDB-SP, e o ex-secretário de Educação, Herman Voorwald.

Fernando Padula, ex-chefe de gabinete da Educação, e Luiz Roberto dos Santos, que era chefe de gabinete de Edson Aparecido, chefe da Casa Civil e braço direito de Alckmin, foram exonerados.

Com informações do Brasil 247