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Presidente da CUT diz que proposta de fórum satisfaz expectativa de Dilma

Presidente da CUT afirmou que sugestões para retomada de crescimento do país foram bem acolhidas pela presidenta e tendem a levar a iniciativas para aumento do emprego e renda em 2016
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 15/12/2015 20h12, última modificação 15/12/2015 20h23
Presidente da CUT afirmou que sugestões para retomada de crescimento do país foram bem acolhidas pela presidenta e tendem a levar a iniciativas para aumento do emprego e renda em 2016

Brasília – O presidente da CUT, Vagner Freitas, que ao lado de um grupo de representantes de 70 entidades entre centrais sindicais, representações patronais e organizações da sociedade civil, entregou nesta tarde (15) um documento com sete propostas para o desenvolvimento do país à presidenta Dilma Rousseff, disse que a iniciativa mostrou cidadãos “preocupados em fazer com que o Brasil dê certo”. O documento, elaborado por meio de parceria entre todos esses setores, foi apresentado como forma de reverter o cenário de crise em 2016. E foi debatido amplamente, pela manhã, durante reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e Previdência Social, no Ministério do Trabalho e Previdência.

A reunião, segundo Freitas, deixou a presidenta extremamente entusiasmada. “Revelou um outro tipo de grupo, formado por pessoas dos mais diversos segmentos que está interessado em trabalhar para mudar a situação difícil do Brasil e não de cultuar o ‘quanto pior melhor’”, acentuou o dirigente da maior central do país. Vagner Freitas destacou que tanto os representantes do empresariado quanto dos trabalhadores deixaram claro no encontro com Dilma que a agenda do Brasil não pode ficar apenas em torno do impeachment nem da Operação Lava Jato.

Esse apoio e encaminhamento de sugestões foi acolhido de forma positiva pela presidenta, que programou uma segunda reunião para a próxima sexta-feira (18). O objetivo é dar um retorno aos integrantes do fórum sobre o encaminhamento dos itens sugeridos pelo documento.

Retomada do investimento

Na agenda elaborada por esses setores foram elencados, dentre os itens, ações para retomada do investimento público e privado em infraestrutura produtiva de forma rápida, tanto na área social como urbana – questão que foi considerada um indutor importante para o desenvolvimento e que diz respeito a um serviço que precisa ser recuperado nos próximos 12 meses.

Outro ponto bastante mencionado no documento é a importância de retomada e ampliação de investimentos no setor de energia, como petróleo, gás e fontes alternativas renováveis, em especial na Petrobras. Um terceiro item pede que seja destravado o setor de construção, com a utilização de instrumentos institucionais adequados que garantam a penalização dos responsáveis por problemas com a Justiça.

O grupo que integra o fórum também pediu a garantia da segurança jurídica das empresas, mantendo, dessa forma, a atividade produtiva – como, por exemplo, os chamados “acordos de leniência”, que têm sido discutidos em diversas instâncias. E a criação de condições para o aumento da produção e das exportações da indústria de transformação, bem como a priorização e adoção de políticas de incentivo e sustentabilidade do setor produtivo (como agricultura, indústria, comércio e serviços) e de adensamento das cadeias produtivas, dentre outras sugestões.

Acordos diversos

O fórum pretende, além de apresentar essas propostas, contribuir com acordos a serem feitos tanto pelas centrais sindicais como por entidades representativas da indústria nacional para permitir ao governo a implantação de programas que possam levar a um cenário menos sombrio para 2013 – com políticas públicas que ajudem a ampliar emprego e renda no país.

Para o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, que participou da reunião do fórum durante a manhã, é importante e crucial todo este debate sobre a retomada da produção e do emprego. Ele afirmou que a discussão toda passa "pela forma como vamos caminhar para gerar empregos e reverter situações difíceis para 2016”.

“Há determinados temas aqui que nos dividem, mas hoje há muitas convergências entre nós. Nossa preocupação com próximo ano é grande, o cenário previsto é trágico e precisamos fazer algo para modificar esse quadro”, acentuou.