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Dilma reafirma, na Suécia, que Levy continua na Fazenda

Presidenta disse também que a CPMF, em análise no Congresso, é "crucial" para que o país volte a crescer
por Redação da RBA publicado 18/10/2015 15h36, última modificação 18/10/2015 23h43
Presidenta disse também que a CPMF, em análise no Congresso, é "crucial" para que o país volte a crescer
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Dilma irritou-se com especulações: "Não sei de onde saem essas informações"

São Paulo - A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (18), na Suécia, que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, permanece no governo, diferentemente das especulações deste final de semana. Disse que respeita as posições divergentes, mas que "ele fica". O presidente do PT, Rui Falcão, declarou ontem: "Ou muda a política econômica ou sai". A presidenta insistiu que o governo concorda com a política adotada por Levy. "Eu não sei como saem essas informações. Elas são muito danosas."

Ela disse também que a CPMF, em análise no Congresso, é "crucial" para que o país volte a crescer. Dilma explicou que o assunto tratado na reunião que teve com Levy na sexta-feira (16) foram os próximos passos para o governo alcançar equilíbrio fiscal.

"Nós não estamos aumentando imposto porque queremos, estamos aumentando impostos porque precisamos. A questão da CPMF é a melhoria macroeconômica do país. Pode ser que neste momento algumas pessoas não entendam, mas certamente entenderão quando os efeitos que essa medida produzir aparecerem", disse.

A presidenta não quis comentar as denúncias de corrupção envolvendo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Lamento que seja um brasileiro", declarou sobre a repercussão internacional do escândalo das contas na Suíça em nome de Cunha e familiares. Dilma negou que tenha feito acordo para livrar o presidente da Câmara da cassação em troca de que ele barre pedidos de impeachment.

"Acho fantástica essa conversa de que o governo está fazendo acordo com quem quer que seja. Até porque o acordo do Eduardo Cunha não era com o governo, mas com a oposição, é público e notório. Acho estranho atribuírem ao governo qualquer tipo de acordo que não seja para passar no Congresso a CPMF, a DRU, as MPs", disse Dilma.