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Calheiros elogia medidas, mas não garante apoio automático do Congresso

Presidente do Senado avisa que medidas anunciadas serão analisadas uma por uma e podem ser aperfeiçoadas pelo Legislativo
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 14/09/2015 19h44, última modificação 14/09/2015 19h57
Presidente do Senado avisa que medidas anunciadas serão analisadas uma por uma e podem ser aperfeiçoadas pelo Legislativo

Brasília – O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), foi informado com antecedência pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, sobre as medidas anunciadas pelo governo para conter gastos orçamentários para 2016 e aumentar receitas. Calheiros disse que os itens referentes aos cortes e aumento de receitas “contêm cortes significativos”, elogiou as propostas e reiterou declarações de que o primeiro passo para reduzir o déficit terá de ser dado pelo próprio Executivo, com cortes na máquina pública e economia de gastos.

Calheiros, no entanto, não acenou com o apoio irrestrito. Destacou que o Congresso vai analisar todas as propostas uma a uma e que tentará aperfeiçoá-las.

Entre a oposição, o presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), ressaltou que o pacote representa um erro do governo. E o deputado Rodrigo Maia (PMDB-RJ) disse que não vê como as medidas venham a ser aprovadas pelo Congresso Nacional.

Para o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), “o momento é de se fazer um esforço, por todos os partidos, no sentido de ajudar o país”.

Ao anunciar as medidas, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy também afirmou que o Executivo fez o que chamou de “esforço extraordinário” para conseguir reduzir os gastos e aumentar as receitas. Ele destacou que as mudanças nas alíquotas de determinados impostos serão provisórias e que mesmo a CPMF, que será retomada para ajudar a conter o déficit fiscal, deverá vigorar por um prazo máximo de quatro anos.

Com agências