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STF

Para Vannuchi, Fachin é esperança contra 'tempestade antigarantista'

Analista político aposta no novo ministro do Supremo para que o Judiciário 'recobre lucidez' e preserve 'princípios sagrados do direito'
por Redação RBA publicado 16/06/2015 14h13, última modificação 16/06/2015 15h52
Analista político aposta no novo ministro do Supremo para que o Judiciário 'recobre lucidez' e preserve 'princípios sagrados do direito'
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fachin

Fachin: Delações premiadas não podem ser encaradas como prova, mas como indício, e demandam investigação

São Paulo – Para Paulo Vannuchi, analista político da Rádio Brasil Atual, a posse de Luiz Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal (STF), hoje (16), é "uma esperança que se abre para que o Brasil retorne aos trilhos do respeito à lei, de respeito ao devido processo e respeito às regras do jogo democrático".

Na semana passada, Fachin declarou que as delações premiadas não podem ser encaradas como prova, mas como indício, e demandam investigação. Para o analista, "não se pode transformar um criminoso delator premiado em herói nacional", como fazem crer setores da mídia e da oposição.

Vannuchi diz que o país passa por uma espécie de "tempestade antigarantista", e que é preciso que o Judiciário recupere a lucidez perdida, desde o julgamento do mensalão.

"A palavra garantista é usada, no direito, para aqueles autores, juristas, juízes e advogados que se caracterizam por seguir, fortemente, os princípios sagrados do direito, do devido processo legal, da presunção de inocência, da necessidade de provas para condenar alguém", explica o analista.

Segundo ele, essa "tempestade antigarantista" vem se repetindo na Operação Lava Jato, quando o "partido da mídia" se arvora à condição de tribunal e busca impor sentenças e decisões ao STF.

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