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Igreja Católica

Vannuchi: CNBB critica conservadores e resgata representatividade dos oprimidos

Analista político endossa nota assinada pela entidade contra ameaças às conquistas sociais dos trabalhadores e em defesa do crescimento voltado aos mais pobres
por Redação RBA publicado 29/04/2015 13h46, última modificação 29/04/2015 13h49
Analista político endossa nota assinada pela entidade contra ameaças às conquistas sociais dos trabalhadores e em defesa do crescimento voltado aos mais pobres
Thiago Leon/CNBB
CNBB

Vannuchi atribuiu o retorno da importância dos mais pobres no discurso da Igreja ao Papa Francisco

São Paulo – O analista político da Rádio Brasil Atual, Paulo Vannuchi, enalteceu e classificou como "muito positiva" a nota divulgada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ao final da 53ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP), na última sexta-feira (24), em que critica projetos do Legislativo que ameaçam as conquistas sociais e os direitos dos trabalhadores, como a ampliação da terceirização e a redução da maioridade penal. Para Vannuchi, a nota revive um tempo em que a entidade foi "uma espécie de porta-voz dos oprimidos, dos torturados", durante os piores momentos da ditadura, quando era um dos poucos canais que denunciava abertamente a violência do regime.

O comentarista destacou, no documento, o chamado dos bispos para a conciliação: "O momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio", diz a nota.

Vannuchi ressaltou a importância de organismos como a CNBB e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) atuarem, na atual conjuntura, contra o que chamou de "loucura que segmentos importantes da mídia, como a revista Veja, estimulam abertamente, que é o desrespeito à lei, ao Estado democrático de direito e violação do direito de defesa para atacar inimigos políticos".

O analista comemorou a menção, no documento, à defesa da retomada do crescimento, voltado principalmente para os mais pobres. "Há quanto tempo não se via a CNBB fazer esse tipo de pronunciamento", comentou Vannuchi, atribuiu a mudança no discurso às influências do Papa Francisco.

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