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Dilma diz que ajuste fiscal terá impacto positivo na economia

Ao inaugurar fábrica de automóveis em Goiana (PE), presidenta afirma que medidas são necessárias para geração de emprego, renda e atividade industrial; inovação também será estimulada pelo governo
por Redação RBA publicado 28/04/2015 16h00
Ao inaugurar fábrica de automóveis em Goiana (PE), presidenta afirma que medidas são necessárias para geração de emprego, renda e atividade industrial; inovação também será estimulada pelo governo
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
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Dilma no novo automóvel: crescimento da demanda, da produção e do desenvolvimento social e regional

São Paulo – Ao participar da inauguração de uma fábrica de automóveis, hoje (28), em Goiana (PE), a presidenta Dilma Rousseff defendeu as medidas de ajuste fiscal que, segundo ela, devem ter impacto positivo no estímulo à economia e na atividade industrial, geração de emprego e renda. Dilma disse que o governo está determinado a implementar as medidas para alcançar a expansão do mercado e da infraestrutura.

“Os ajustes são conjunturais: eles são necessários, estamos determinados a implementá-los e, com eles, a implementar as condições para garantir a expansão não só da nossa infraestrutura, mas também do mercado e da indústria automobilística neste momento seguinte”, disse, durante discurso na inauguração do polo automotivo da Jeep, empreendimento da multinacional Fiat Chrysler Automobiles.

Dilma afirmou ainda que o governo não ignora a desaceleração enfrentada pelo Brasil e trabalha com empenho para garantir o crescimento da demanda e da produção. “Não ignoramos as dificuldades e desaceleração que o Brasil passa neste momento, mas dentro da certeza do compromisso e do empenho do meu governo em trabalhar para aprimorar as bases para garantir o crescimento da demanda, da produção e do desenvolvimento social e regional do país”.

No discurso, Dilma disse trabalhar para criar um ambiente de negócios mais favorável à indústria brasileira. “Falo de todas as empresas que escolheram e escolhem o Brasil como sede de seus produtos, de desenvolvimento de sua produção e também do desenvolvimento de suas tecnologias. Todas as empresas são muito bem-vindas”.

Ao falar sobre a Refinaria Abreu e Lima, a presidenta citou a Petrobras e reforçou a ideia de que a empresa virou uma página em relação à Operação Lava Jato, da Polícia Federal. No último dia 24, Dilma havia dito que a divulgação do balanço de 2014, da Petrobras, marca uma nova fase da empresa.

A fábrica para produção do Jeep inaugurada hoje tem como estratégia a produção de veículos para o mercado brasileiro e para exportação. O carro fabricado em Goiana sai da linha de produção com índice de nacionalização de mais de 70%. O objetivo é chegar a 80%. O complexo empregará até o final do ano mais de 9 mil trabalhadores. Deste contingente, 82% são nordestinos e 78% pernambucanos.

Durante inauguração, a presidenta destacou que o Brasil pretende ser uma plataforma de produção e de inovação na indústria, sobretudo a automobilística. “Nós também queremos ser, além de uma plataforma de produção, uma das principais bases de inovação da indústria automobilística mundial. É este o sentido do Programa Brasil Maior. Nós desejamos que as indústrias automobilísticas aqui instaladas, e as que venham a se instalar, desenvolvam novas peças, novos processos e novos automóveis”, disse.

Dilma ressaltou que a instalação da fábrica em plena Zona da Mata pernambucana demonstra a preocupação do governo federal com o desenvolvimento regional do país. “A escolha de Goiana decorre também de uma decisão clara do governo federal de ajuda e suporte a uma política de desenvolvimento regional e permite que o povo de Pernambuco possa ter aqui um polo industrial automotivo de imenso impacto para a geração de emprego e crescimento do estado”, garantiu.