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Faltou incluir os ricos nas medidas de ajuste do governo, diz Vannuchi

Analista considera legítima manifestação liderada pela CUT, em defesa da Petrobras e contra as MPs que retiram direitos, e ressalta a importância do ambiente democrático, que permite a livre manifestação
por Redação RBA publicado 11/03/2015 12h08, última modificação 11/03/2015 12h13
Analista considera legítima manifestação liderada pela CUT, em defesa da Petrobras e contra as MPs que retiram direitos, e ressalta a importância do ambiente democrático, que permite a livre manifestação
Roberto Parizotti/CUT
petro

Na sexta-feira (13), movimentos sociais saem às ruas, novamente, em defesa da Petrobras

São Paulo – O analista político Paulo Vannuchi fala à Rádio Brasil Atual hoje (11) sobre as manifestações do fim de semana, que na sexta-feira reúne movimentos populares e sindicais, liderados pela CUT, por mais direitos e em defesa da Petrobras; e no domingo, convocadas por grupos antigoverno, que pedem do impeachment da presidenta à intervenção militar. Segundo o analista, é preciso celebrar a democracia como "grande trunfo", em que as pessoas podem "se articular e se manifestar livremente".

O movimentos populares protestam também contra medidas do ajuste proposto pelo governo, retirando direitos sociais, e que, segundo Vannuchi, sofre de "brutal desequilíbrio na abordagem", pois não inclui os mais ricos em tal esforço de ajuste e sugere, como alternativa, a taxação de grandes fortunas, proposta que já vem sendo discutidas em países como Inglaterra e Estados Unidos, "duas das nações mais capitalistas do planeta".

"Tem erros nesse pacote e é absolutamente necessário que a CUT e os movimentos sociais ocupem as ruas, defendam a democracia, rechacem a direita e defendam os direitos. "

Por outro lado, o analista afirma que a mídia monopolista "passa a articular abertamente as manifestações do domingo". Vannuchi ressalta que, ao insuflar as manifestações antigoverno, TVs e jornais não comentem crime, mas que não estão "preocupadas com o jornalismo, com o fortalecimento da cidadania e dos poderes públicos", mas, sim, em defender o ponto de vista de seus donos, que são pontos de vista liberais e neoliberais, de quem quer salários mais baratos que propiciem mais lucros", e que as políticas de distribuição de renda atrapalham esse projeto.

Contudo, "é verdade que essa mídia se alimenta de uma insatisfação popular que é real", diz Vannuchi, e que o governo subestimou, "de maneira crassa", a necessidade de democratizar os meios de comunicação, que estimulasse o contraditório, "que um jornal dissesse uma coisa, e outro dissesse o contrário".

Para o analista, o equilíbrio entre as duas manifestações é um elemento importante, mas não acredita que as mobilizações da sexta-feira sejam maiores que a de domingo, pois, "o vento bate a favor no sentido de que o momento é de preocupação com o emprego, com a inflação, e vários problemas da economia", além do já referido engajamento de grupos da mídia e da "articulação profissional" de segmentos do PSDB e outros partidos, também comprometidos com o protesto de domingo.

Vannuchi apela para que ambas manifestações "consigam se manter distantes de qualquer tipo de violência".

Ouça o comentário completo da Rádio Brasil Atual:

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