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'Várias frentes'

Ministro pede que movimento sindical reaja a ataques contra Petrobras

Carlos Gabas diz que é preciso haver investigação e punição, mas que os trabalhadores não podem sofrer as consequências
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 06/03/2015 14h55, última modificação 06/03/2015 16h04
Carlos Gabas diz que é preciso haver investigação e punição, mas que os trabalhadores não podem sofrer as consequências
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Gabas: "O trabalhador não pode pegar a conta pela Operação Lava Jato"

São Paulo – O ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, pediu que o movimento sindical se manifeste contra o que ele chama de "ataques organizadas de várias frentes contra as atividades da Petrobras". Segundo ele, é preciso se organizar em defesa do conteúdo e da engenharia nacional e do emprego. "Defendemos investigação, punição, mas não pode derreter as empresas, os empregos, a expertise da companhia", afirmou, durante encontro nesta sexta-feira (6) com sindicalistas na sede do Dieese, em São Paulo, para debater medidas provisórias que atingem direitos trabalhistas e previdenciários.

"O trabalhador não pode pegar a conta pela Operação Lava Jato", disse o ministro, referindo-se às investigações feitas pelo Ministério Público. "Só uma empresa demitiu 7 mil trabalhadores. Você não pode fechar empresas por causa disso (investigações)."

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, também saiu em defesa da Petrobras e pediu atenção para o momento político do país. "A Petrobras não terá nenhuma dificuldade de recuperação. Ela representa a nossa soberania, é o nosso grande instrumento de desenvolvimento", disse, fazendo ainda referência ao golpe de 1964. "O terceiro ato da ditadura foi intervir em todos os sindicatos. O movimento que vivemos exige de nós muita consciência política."