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Cardozo rebate tentativa da mídia de envolver Dilma em lista de Janot

Ministro da Justiça explica a jornalistas, mais uma vez, que Procurador Geral não pediu abertura de inquérito contra presidenta por absoluta falta de indícios que a impliquem nas denúncias do doleiro Youssef
por Redação RBA publicado 08/03/2015 11h25, última modificação 08/03/2015 12h07
Ministro da Justiça explica a jornalistas, mais uma vez, que Procurador Geral não pediu abertura de inquérito contra presidenta por absoluta falta de indícios que a impliquem nas denúncias do doleiro Youssef
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
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Jornalistas durante divulgação da lista de Janot, sexta (6): afobação na interpretação e acúmulo de desinformação

Brasília – Ao comentar a “confusão” de informações veiculadas na imprensa, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, esclareceu a jornalistas na tarde de ontem (7) que não há indícios nem fatos que justifiquem a abertura de investigação contra a presidenta Dilma Roussef no âmbito da Operação Lava Jato.

“Dos fatos que constavam na delação premiada, não há sequer indícios que possam envolver a presidenta da república. Nada há a arquivar, porque, quando você tem fatos narrados que não justifiquem a abertura de inquéritos, arquiva-se, como foi dito em vários dos arquivamentos referidos nas decisões do ministro Teori Zavascki”, disse Cardozo.

Ele ressaltou que no caso da presidenta Dilma, Zavascki não disse “arquive-se”, e sim que conclui que não há nada para arquivar. Portanto, segundo Cardozo, o entendimento é de que não há indicativo contra a presidenta.

O ministo reiterou ser “absolutamente inverossímil” a possibilidade de o governo ter interferido e influenciado depoimentos prestados nos acordos de delação premiada, firmados com o Ministério Público. Além disso, afirmou que o governo não tem participação “na abertura de investigações em relação a pessoas com foro privilegiado, em decorrência da Operação Lava Jato”.

“Imaginar que o governo possa ter algum tipo de interferência, seja para proteger aliados, ou para punir quem quer que seja, é algo que não se sustenta pela mera análise fática e da realidade institucional que o Brasil tem hoje”, disse, referindo-se à autonomia de instituições como Polícia Federal e Ministério Público (MP).

“É incorreto imaginar que o governo tenha influenciado, tenha colocado palavras na boca de pessoas que prestaram depoimentos na presença de membros do MP, da força-tarefa que está lá no estado do Paraná coletando informações”, completou Cardozo.

Baseado em depoimentos prestados sob delação premiada pelo doleiro Alberto Youssef, na sexta-feira (6), o Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou a lista com os nomes de políticos sobre os quais o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu abertura de inquérito no caso da Operação Lava Jato. Entre eles, estão os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O ministro Teori Zavascki, relator do caso no STF, deferiu 21 pedidos de abertura de inquérito.