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'Defender o Brasil'

Para Vannuchi, ato em defesa da Petrobras marca fim do silêncio das forças progressistas

Manifesto denuncia cerco midiático que pretende enfraquecer a empresa, contra o sistema de partilha, e com vistas à privatização
por Redação RBA publicado 23/02/2015 13h37, última modificação 23/02/2015 13h51
Manifesto denuncia cerco midiático que pretende enfraquecer a empresa, contra o sistema de partilha, e com vistas à privatização
Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Lula

Ex-presidente Lula deve marcar presença no ato em defesa da Petrobras, amanhã (24), na sede da ABI, no Rio de Janeiro

São Paulo – O analista político da Rádio Brasil Atual, Paulo Vannuchi, em seu comentário de hoje (23), fala sobre a expectativa do ato em defesa da Petrobras, amanhã), no Rio de Janeiro, e a publicação de um manifesto com o lema “Defender a Petrobras é defender o Brasil”. Organizado pela CUT e pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), o ato deve reunir sindicalistas, representantes do movimento social e sindical, advogados, jornalistas e intelectuais, além de contar com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Vannuchi, é o momento ideal para marcar o fim do "silêncio e imobilismo" das forças progressistas, no Brasil, segundo ele, responsáveis pelos "notáveis avanços nos últimos 12 anos".

O analista denuncia um "cerco antidemocrático, que viola o estado de direito" e a "falta de senso" dos que pedem o afastamento da presidenta em início de mandato e que se utilizam da crise envolvendo a Petrobras para fazer a disputa política.

"Não respeitar a vontade do voto é o caminho para declarar, abertamente, a campanha por uma ditadura", afirma Vannuchi, que lembra que a empresa já angariava inimigos antes mesmo do seu nascimento, na década de 1950. "A direita, que ataca hoje a Petrobras, é herdeira da direita que, nos anos 40 e 50, se opôs ferozmente à criação de uma empresa brasileira do petróleo."

Vannuchi afirma que o manifesto traz a denúncia do cerco midiático contra a empresa, que tem o intuito de desmoralizar, inviabilizá-la economicamente, e retomar a "sanha privatista" de outros tempos.

O manifesto lembra que os "predadores" da Petrobras querem a revogação do novo marco regulatório do setor e do sistema de partilha que, lembra Vannuchi, "já apontam para recursos inéditos a serem investidos pesada e massivamente em educação e saúde".

Aos que apresentam a empresa como estando em colapso, Vannuchi afirma que "mentem, escondem, que a produção de petróleo e gás alcançou a marca histórica, um recorde, de 2,670 milhões de barris/dia, suficiente para abastecer, por exemplo, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Peru juntos".

O documento lembra, ainda, que em setembro de 2014, a Petrobras se tornou a maior produtora mundial de petróleo entre as empresas de capital aberto, superando a gigantesca Exxon Mobil.

O valor de mercado da Petrobras, que era de R$ 15 bilhões em 2002, é hoje de R$ 110 bilhões, e que, segundo o analista, ainda assim está subvalorizado, ou "aviltado". "Eu, se tivesse dinheiro para investir em ações, compraria papéis da Petrobras absolutamente seguro de que esses preços aviltados vão se recuperar muito rapidamente."

O ato de amanhã será realizado a partir das 18h, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio.

Ouça o comentário completo da Rádio Brasil Atual:

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