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'Não sabemos o quanto Marina seria pior que Aécio', diz Vagner Freitas

Para presidente da CUT, consequências de governos tucanos para os trabalhadores já foram testadas. E ligações com mercado financeiro fazem de candidata do PSB tão ou mais preocupante
por Eduardo Maretti, da RBA publicado 25/09/2014 09h09, última modificação 25/09/2014 15h46
Para presidente da CUT, consequências de governos tucanos para os trabalhadores já foram testadas. E ligações com mercado financeiro fazem de candidata do PSB tão ou mais preocupante
CUT Nacional
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Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, avalia riscos aos direitos dos trabalhadores das candidaturas

São Paulo – O presidente da CUT, Vagner Freitas, disse ontem (24) à RBA, após a apresentação do resultado do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, que uma eventual vitória da candidata do PSB à presidência da República, Marina Silva, seria preocupante: “Aécio seria ruim. A Marina não sabemos o quanto poderia ser pior que Aécio”, afirmou.

Para Freitas, a ligação do programa da candidata com interesses do mercado financeiro é mais preocupante do que sua proximidade com Neca Setúbal, dona do Itaú. O sindicalista tampouco poupa críticas ao tucano Aécio. “É o PSDB que vem propor para o Brasil as mesmas medidas adotadas na Europa e nos Estados Unidos em relação à crise econômica, o que faz com que esses países tenham uma crise com desemprego e desesperança.”

Como você vê os interesses dos trabalhadores diante das eventuais vitórias de Dilma Rousseff, Aécio Neves ou Marina Silva?

Vivi os governos Lula, Dilma e Fernando Henrique. Vivemos os governos Serra e Alckmin em São Paulo, conheço os governos Aécio e Anastasia em Minas, Beto Richa no Paraná. O PSDB tem medidas impopulares contra os trabalhadores em qualquer esfera. Em qualquer governo em que estejam não tem diálogo com movimento social, fazem enfrentamento com a polícia, coação ao sindicato, e não têm na esfera federal propostas que interessem à classe trabalhadora. São o PSDB e seus pensadores econômicos.

O Armínio Fraga (anunciado por Aécio com ministro da Fazenda de seu eventual governo) afirmou que o salário mínimo está alto...

Armínio Fraga e outros tantos, que vêm a público dizer que não tem de continuar a política de valorização do salário mínimo, porque isso, segundo eles, causa inflação. É o PSDB que vem propor para o Brasil as mesmas medidas adotadas na Europa, nos Estados Unidos em relação à crise econômica, que faz com que esses países tenham uma crise com desemprego e desesperança. No Brasil, com todos os problemas que se pode enfrentar com a crise internacional, houve criação de empregos, o que é diferente do que acontece no mundo.

O que diferencia Aécio de Marina do ponto de vista das bandeiras trabalhistas?

Em relação aos programas de Aécio e Marina, a grande diferença é que sabemos que Aécio vai ser ruim. A Marina não sabemos o quanto poderia ser pior. O único projeto que interessa à classe trabalhadora nesse momento é representado pela presidenta Dilma. Todas as críticas que faço à Marina são em função de coisas que ela diz e do que está escrito no programa dela. Ela diz que é importante ter terceirização. É o (ambientalista João Paulo) Capobianco que fala em flexibilizar as leis trabalhistas e a CLT. Ela é defendida pelos bancos e os banqueiros e nós sabemos o que eles pensam para a sociedade. Marina é acompanhada da sociedade rentista, não da sociedade produtiva, não do empresariado produtivo que gera emprego. É um empresariado rentista, que vive pura e simplesmente da especulação financeira. Seria retrocesso grande para o Brasil.

Mais que Aécio?

Eu acho que pode ser.