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Acidente?

Luciana Genro diz que PMs de São Paulo usaram gás pimenta contra militantes

Segundo a candidata do Psol à Presidência da República, ato de campanha na avenida Paulista foi atacado por dois policiais, que atingiram militantes e equipe de reportagem
por Redação RBA publicado 18/07/2014 16h39, última modificação 18/07/2014 19h51
Segundo a candidata do Psol à Presidência da República, ato de campanha na avenida Paulista foi atacado por dois policiais, que atingiram militantes e equipe de reportagem
Reprodução/ @lucianagenro
Luciana Genro

'Não nos intimidam com essa covardia', declarou a candidata pelo Twitter

São Paulo – A candidata do Psol à Presidência da República, Luciana Gero, afirmou na tarde de hoje (18), em seu perfil no Twitter, que dois policiais militares lançaram gás de pimenta contra militantes do partido durante panfletagem na avenida Paulista. O ato, que pretendia apresentar os candidatos do partido a diversos cargos e debater propostas, reuniu 90 pessoas.

A assessoria de comunicação da candidata informou que testemunhas viram os dois oficiais, que aparentemente faziam ronda na região, lançarem o gás e em seguida saírem do local onde os militantes estavam. Já o diretor da executiva estadual do Psol, Miguel Carvalho, afirmou que não é possível comprovar se foram mesmo os policiais que espirraram o gás nos manifestantes.

Um repórter da emissora de televisão SBT também foi atingido. Os policiais não foram identificados. "Inacreditável o que aconteceu. Dois PMs passaram e espirraram spray de pimenta. Atingiu a todos nós e a reportagem do SBT", declarou a candidata, pelo Twitter. Apesar do ocorrido, o ato não foi interrompido. "Não nos intimidam com essa covardia", completou.

"Trata-se de uma polícia militarizada, que vê qualquer manifestação como algo prejudicial e que, por isso, deve ser criminalizada", lamentou o deputado federal, Ivan Valente, que participou do ato.

No final da tarde, a Coordenação da Campanha Presidencial do PSOL divulgou uma nota informando que exigirá explicações e a identificação dos responsáveis. O partido solicitará uma audiência junto a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. “Nossa campanha foi agredida, eu pessoalmente fui atingida pelo gás, e não vamos deixar este fato passar em branco. É uma afronta à democracia e o governador Alckmin tem que se pronunciar”, declarou Luciana Genro, em nota.

O presidente do PSol e coordenador da Campanha, Luiz Araújo, afirmou que "repudia esse atentado ao livre direito de expressar suas posições" e que "tomará todas as medidas necessárias para identificar a autoria dos responsáveis".

A Polícia Militar informou, em nota, que não tem notícias sobre incidentes durante o ato.