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Seca em SP

'Ato da Cantareira' une prefeituras e empresas contra gestão de água da Sabesp

Consórcio de consumidores de água que reúne 43 municípios e 30 empresas situados na bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí vai anunciar data do protesto nesta sexta-feira (21)
por Diego Sartorato, da RBA publicado 17/03/2014 19h19
Consórcio de consumidores de água que reúne 43 municípios e 30 empresas situados na bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí vai anunciar data do protesto nesta sexta-feira (21)
Luis Moura/Folhapress
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Entre outras coisas, entidade pede criação de programa para a preservação das bacias

São Paulo – O Consórcio PCJ, associação que reúne representantes de 43 prefeituras e 30 empresas situadas ou atuantes na região das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, anunciou hoje (14) que programa, para a próxima semana, um grande ato contra a gestão da água realizada pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo. O protesto, batizado de "Ato da Cantareira", será no reservatório de Jacareí, em Piracaia (a 62 km da capital), "onde o leito da barragem já apresenta vegetação de médio porte", segundo o comunicado. Nesta segunda-feira, o Sistema Cantareira alcançou o menor nível de sua história, com apenas 15% de sua capacidade disponível.

O Consórcio PCJ irá anunciar a data para realização do protesto em sua próxima reunião executiva, que ocorre nesta sexta-feira (21), mas já adiantou seus pontos de reivindicação: o início de um novo programa de combate à perda d'água, a criação de um programa intermunicipal de preservação e recuperação dos mananciais, desassoreamento das calhas dos rios e dos reservatórios e revisão das outorgas de uso de água do Sistema Alto Tietê (a exemplo da revisão das regras para o Sistema Cantareira, atualmente em discussão). Um dos pontos centrais do protesto, o respeito à Curva de Aversão de Riscos para definir quanta água pode ser retirada dos reservatórios durante a estiagem, também já havia sido questionado pelo Ministério Público.

Na semana anterior, o Consórcio assinou a Carta de Campinas, em que acusava o governo Alckmin de criar “a falsa impressão que a região metropolitana de São Paulo está totalmente protegida e que possui um sistema interligado, de vários reservatórios, que garante seu abastecimento em qualquer situação”. O governo estadual havia acabado de anunciar a interligação emergencial entre os sistemas Cantareira e Alto Tietê para garantir reposição parcial de água aos reservatórios, mas as obras não serão suficientes para reverter o quadro atual de consumo e reposição de água: mesmo após as campanhas de redução de consumo da Sabesp, o ritmo de consumo das regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo segue duas vezes maior do que a vazão de afluentes nos reservatórios.

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