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AP-470

Ministro da Justiça e PF confirmam a prisão de Pizzolato na Itália, nesta quarta-feira

Ex-diretor de marketing do Banco do Brasil estava em Maranello, próxima a Roma. Governo confirma que vai solicitar extradição de condenado pelo STF no julgamento da Ação Penal 470
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 05/02/2014 16h01, última modificação 05/02/2014 16h39
Ex-diretor de marketing do Banco do Brasil estava em Maranello, próxima a Roma. Governo confirma que vai solicitar extradição de condenado pelo STF no julgamento da Ação Penal 470
EFE/Cristina Gallo/BGPRESS
pizzolato

O ex-diretor do Banco do Brasil era o único réu indiciado pela AP-470 que estava foragido

Brasília – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, confirmou que o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, foragido da Justiça desde novembro passado, quando foi condenado pela Ação Penal 470, conhecida como mensalão, foi preso há poucas horas na Itália. Pizzolato estava na cidade de Maranello, próxima a Roma, na casa de um sobrinho, e vinha utilizando o passaporte do irmão, Celso Pizzolato. A movimentação suspeita da família terminou chamando a atenção da polícia italiana, que fez a prisão em ação conjunta com a Polícia Federal.

No início da tarde, Cardozo afirmou que encaminhará o pedido de extradição do brasileiro, que tem cidadania italiana, ao Supremo Tribunal Federal (STF), após a comunicação formal da PF ao Ministério da Justiça. "É nosso dever, assim o faremos. Uma vez que há mandado de prisão, comunicaremos ao Supremo da prisão e tomaremos todas as medidas necessárias."

Mais detalhes sobre a operação que prendeu Pizzolato serão divulgados em entrevista a ser concedida pelo diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, hoje, às 18h, em Brasília. Pizzolato, assim que descoberto, foi conduzido à cidade italiana de Modena, onde está detido.

Paraguai e Espanha

De acordo com informações já divulgadas pela polícia italiana, Pizzolato fugiu do Brasil pelo Paraguai. Ele teria seguido de carro do Rio de Janeiro até a fronteira com o Paraguai e de lá viajou até a Argentina, onde atravessou a fronteira a pé. Da Argentina, usando o passaporte do irmão, pegou um voo para a Espanha e ficou em Madri até dezembro passado, quando viajou para a Itália, onde permaneceu até ser encontrado.

O ex-diretor era o único réu indiciado pela AP470, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estava foragido. Ele foi condenado ao cumprimento de pena de 12 anos e 7 meses de prisão e ao pagamento de multa de R$ 1,31 milhão pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro no caso do mensalão.

Na véspera da expedição de seu mandado de prisão pelo presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, Pizzolato divulgou nota comunicando sobre sua fuga. Argumentou, por meio do advogado, que estaria adotando tal medida como forma de conseguir uma chance de novo julgamento fora do país. Desde o início, ele enfatiza que possui provas da sua inocência e que estas teriam sido desconsideradas pelo tribunal.

Poucas semanas atrás, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, permitiu aos advogados de sete pessoas indiciadas em ações penais, incluindo Pizzolato, acesso aos documentos resultantes de relatório da PF sobre o esquema do mensalão que foram desconsiderados pelo ministro Joaquim Barbosa, ao relatar o processo.