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Mudança

Maioria dos partidos da Câmara já definiu líderes para 2014

PMDB, Pros, SDD e PP decidem manter lideranças. PT, PSDB e DEM fizeram substituições. Demais legendas devem acertar nomes mais cotados até quarta-feira
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 04/02/2014 11h40, última modificação 04/02/2014 12h17
PMDB, Pros, SDD e PP decidem manter lideranças. PT, PSDB e DEM fizeram substituições. Demais legendas devem acertar nomes mais cotados até quarta-feira
aG. cÂMARA
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Deputados vão se preparando para novo ano legislativo. Principais lideranças já estabelecidas

Brasília – A Câmara dos Deputados já abriu os trabalhos com a confirmação dos nomes de vários parlamentares como novos líderes partidários. Dentre os partidos que já definiram seus lideres destacam-se PT, PMDB, PSDB, Pros e SDD. No PT, assumiu a liderança, logo após a sessão solene, o deputado Vicentinho (PT-SP), que substituiu José Guimarães (PT-CE). No PMDB, como já tinha sido anunciado desde o final de dezembro, foi reconduzido à liderança o atual ocupante do posto, Eduardo Cunha (RJ).

No PSDB, foi escolhido o deputado Antonio Imbassahy (BA), que substituirá Carlos Sampaio (SP). No DEM, deixa a liderança Ronaldo Caiado (GO) e assume Mendonça Filho (PE). E os mais novos partidos brasileiros, Pros e SDD, criados no ano passado, manterão os seus líderes Givaldo Carimbão (Pros-AL) e Fernando Francischini (SDD-PR). No PP, será mantido Eduardo da Fonte (PE).

Direitos Humanos

As demais lideranças, tanto da Câmara como do Senado, serão definidas pelas legendas até a próxima quinta-feira (5). Nesse período serão escolhidos os nomes dos parlamentares que comporão as novas comissões técnicas. Uma das principais discussões diz respeito à mudança de comando da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, que os parlamentares ligados à área de direitos humanos pretendem retomar, ampliando o número de integrantes para compor a comissão, indicados pelos partidos da base aliada.

Nesta terça-feira (4), as bancadas do PT, PCdoB, PSol e PSB se reúnem para definir qual deputado será indicarão para presidir o colegiado – surpreendido no ano passado pela manobra que conduziu ao posto o pastor Marco Feliciano (PSC-SP). O líder do PT na Casa, Vicentinho, já assume o cargo com o trabalho de articular os deputados no sentido de conduzir o processo. “É ponto de consenso a necessidade de reverter o estado de retrocesso pelo qual a comissão passou durante todo o ano passado”, afirmou.

Vicentinho acentuou que deputados como Érika Kokay (DF) e Nilmário Miranda (MG), dois petistas cotados para assumir a presidência, são excelentes nomes, mas o PT pode vir a abrir mão do comando da comissão, desde que sejam colocados na linha de frente parlamentares sintonizados com a causa, como Luiza Erundina (PSB-SP) ou Manuela Dávila (PCdoB-RS). A decisão dependerá da disposição do partido de abrir mão da presidência de outras comissões tidas como importantes para a base aliada do governo e tem sido objeto de discussão entre as bancadas nos últimos dias.

Para conseguir ampliar o número de integrantes da base na comissão de Direitos Humanos, terão que ser negociadas vagas atualmente asseguradas nas comissões de Finanças e Tributação, Relações Exteriores e de Administração Pública, Trabalho e Previdência da Câmara.

Projetos polêmicos

A primeira reunião para tratar o assunto aconteceu ontem (3), quando Vicentinho teve o nome formalizado na nova função. O novo líder petista, por sua vez, destacou a importância das negociações a serem feitas, ainda, para permitir a aprovação dos projetos polêmicos que trancam a pauta da Câmara.

Ele ressaltou que os avanços sociais apresentados na mensagem presidencial encaminhada pela presidenta Dilma Rousseff ao Congresso, na abertura dos trabalhos, “mostram como o governo está no caminho certo”. O deputado acha que o ano será voltado para a negociação de pontos de consenso nas matérias legislativas tidas como mais complicadas, mas a tarefa tem todas as condições de vir a ser bem cumprida.

“Precisamos enaltecer tudo o que foi obtido com os projetos do governo na área social, como a geração de empregos, o aumento do poder aquisitivo do salário mínimo e o programa Minha Casa, Minha Vida, para que fique bem claro entre os parlamentares. Quando melhoramos a vida do povo, melhoramos as condições da economia e o Congresso está vendo tudo isso. Agora, não podemos deixar que o ano seja dominado por embate eleitoral. Precisamos olhar  para os projetos a serem votados nesta Casa e não ficar focados nas candidaturas”, acentuou ele.

Está programada para esta terça-feira, também, a definição dos líderes do governo na Câmara e no Senado.