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Temer diz que PMDB terá candidato próprio em São Paulo e quer 'ajudar' o Mais Médicos

Questionado se o partido vai reivindicar as pastas vagas dos ministros dos Portos e da Integração Nacional, o vice-presidente da República afirmou que "é uma decisão da presidenta Dilma”
por Eduardo Maretti, da RBA publicado 04/10/2013 08h32, última modificação 04/10/2013 13h30
Questionado se o partido vai reivindicar as pastas vagas dos ministros dos Portos e da Integração Nacional, o vice-presidente da República afirmou que "é uma decisão da presidenta Dilma”
Marcelo Camargo / ABR
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Michel Temer antecipou que aliança com PT deverá ser trocada por candidato próprio para disputar governo de SP

São Paulo – O vice-presidente da República, Michel Temer, disse nesta quinta-feira (3), em São Paulo, sem entrar em detalhes, que o PMDB deve lançar candidato próprio ao governo paulista em 2014. Perguntado sobre o assunto, ele deu uma resposta seca: “candidatura própria”. Afirmou também acreditar que não haverá problemas no Congresso nacional para a aprovação do programa Mais Médicos. “Quero ajudar, o Mais Médicos é um programa muito importante para o país, de modo que precisamos aprová-lo com a maior rapidez possível. Acho que acabará sendo aprovado”, declarou à imprensa.

Temer negou que o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, seja incômodo para gerir a relação entre o partido e o governo federal na casa. “Eduardo tem colaborado com o governo. Não tem atrapalhado, não. Em muitas reuniões que eu faço lá com os líderes, Eduardo tem colaborado enormemente, assim como todos os líderes da base aliada”, afirmou.

“O que eu sei é que um grupo de partidos está tentando aprovar uma minirreforma eleitoral, há uma obstrução de alguns outros partidos e está dando uma confusão, mas creio que até terça-feira (8) isso se resolva”, disse o vice-presidente.

Na quarta-feira, Eduardo Cunha ameaçou obstruir a Medida Provisória 621, que cria o Mais Médicos, se o projeto da minirreforma eleitoral não for votado antes. No mesmo dia, o PT mais uma vez obstruiu a votação da minirreforma eleitoral.

Perguntado se o PMDB vai reivindicar os ministérios vagos com as saídas de Leônidas Cristino, da Secretaria Especial dos Portos da Presidência da República, e Fernando Bezerra, da Integração Nacional, Temer disse que “isso é uma decisão da presidenta Dilma”. “Se ela chamar, é claro que o PMDB tem quadros preparados para ocupar qualquer função no país, especialmente ministérios. Ainda não há decisão a respeito.”

Ele reafirmou ser contra a criação de novos partidos. “Sou contra. Vocês sabem. Um número excessivo de partidos não é bom para a democracia. Eu lamento dizer isso, mas a ideia de partido é de uma parcela da opinião pública que pensa de uma maneira e se agrega para governar a polis, daí a palavra partido político. Não pode haver mais de 30 agremiações porque não tem mais de 30 parcelas de opinião pública no país”, explicou.

Segundo Temer, “se tiver uma reforma política não é improvável que surja cláusula de barreira”. Mas ele disse que isso ainda não foi discutido pelo PMDB.

Temer deu as declarações após cerimônia em que foi homenageado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com o Colar do Mérito Judiciário Ministro Pedro Lessa, outorgado pelo TRF a personalidades que, segundo a corte, "contribuem para a causa da Justiça" no país.

TSE inviabiliza Rede

Nesta quarta-feira, por votos a 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou registro ao partido Rede Sustentabilidade, da ex-senadora e ministra do Meio Ambiente Marina Silva.

Os votos vencedores foram dos ministros João Otávio de Noronha, Henrique Neves, Luciana Lóssio, Marco Aurélio e a presidenta da Corte, Cármen Lúcia. Eles votaram com o relatório da ministra Laurita Vaz, o sexto voto. Para eles, a Rede não conseguiu o mínimo de 492 mil assinaturas de apoiadores exigido pela legislação. E também concordaram com a relatora, para quem não é possível validar as 95 mil assinaturas rejeitadas pelos cartórios eleitorais. Apenas o ministro Gilmar Mendes votou a favor da agremiação.

A Rede está fora das eleições de 2014. Sábado (5) é o último dia para o registro de partidos.

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