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Depoimentos

Presidente da CPTM depõe quarta-feira sobre esquema de corrupção em SP

Em entrevista à Rádio Brasil Atual, deputado Alencar Santana (PT) reforça necessidade de CPI para investigar denúncias de cartel no transporte ferroviário paulista
por Redação RBA publicado 09/09/2013 12h07
Em entrevista à Rádio Brasil Atual, deputado Alencar Santana (PT) reforça necessidade de CPI para investigar denúncias de cartel no transporte ferroviário paulista
Marcello Casal Jr./ABr
Metrô

O pedido de instalação da CPI já conta com 27 assinaturas, das quais apenas uma é de um deputado da situação

São Paulo – O presidente da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), deputado estadual Alencar Santana (PT), qualifica como muito importante o depoimento do presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Mário Manoel Rodrigues Seabra Bandeira, nesta quarta-feira (11), para prestar esclarecimentos sobre o pagamento de propinas e formação de cartel nas licitações do Metrô e da CPTM.

Mas o deputado admite que só comissão não é suficiente, e reforça a necessidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para a investigação mais apurada dos fatos. “O poder que esta Casa tem, de fato, pode ser exercido através de uma CPI. A comissão pode fazer determinada apuração, um acompanhamento, mas não tem o poder de investigação das autoridades policiais que uma CPI tem. Há muita coisa que precisa ser esclarecida, detalhes de eventuais contratos”, disse em entrevista à Rádio Brasil Atual.

A bancada do PT tenta, pela quinta vez, instalar a CPI na Assembleia Legislativa, mas a base de apoio ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) barra todas as tentativas. O requerimento de instalação da CPI já conta com 27 assinaturas, das quais apenas uma é de um deputado da situação. São necessárias 32 assinaturas para que a comissão passe a funcionar.

“Faltam cinco assinaturas, esperamos que mais deputados assinem, porque hoje está mais do que clara a necessidade de uma CPI. A dificuldade é que a bancada de oposição é minoria e a bancada da situação não quer assinar. Só um deputado de situação, do DEM, assinou”, afirmou Santana.

Ele ainda disse à rádio que o PSDB e a base de apoio do governador Alckmin não estão interessados nas apurações do caso. “O que eles querem é não investigar, não apurar, não querem a verdade. E o que queremos é o contrário.”

Na semana passada, a Comissão de Infraestrutura da Alesp ouviu o presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, que admitiu a existência do cartel que agiu para favorecer licitações em obras da CPTM e do próprio Metrô.

Ouça aqui a reportagem de Vera Rodrigues:

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