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Novos ministros de Trabalho, Agricultura e Aviação Civil tomam posse neste sábado

Brizola Neto perde disputa para Carlos Lupi, que mantém controle do PDT sobre o Ministério do Trabalho; PMDB pode passar a sete ministérios caso aceite manter Assuntos Estratégicos
por Redação da RBA publicado , última modificação 15/03/2013 19:48
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Brizola Neto perde disputa para Carlos Lupi, que mantém controle do PDT sobre o Ministério do Trabalho; PMDB pode passar a sete ministérios caso aceite manter Assuntos Estratégicos

Do novo time: Manoel Dias, no Trabalho, Moreira Franco, na Aviação Civil, e Antônio Andrade, na Agricultura

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff promoveu hoje (15) uma minirreforma ministerial promovendo três mudanças, nas pastas da Agricultura, Aviação Civil e Trabalho e Emprego. A posse dos novos ministros – Antônio Andrade, Wellington Moreira Franco e Manoel Dias, respectivamente – já foi marcada para as 10h de amanhã, no Palácio do Planalto. A cerimônia foi apressada por causa da viagem da presidenta ao Vaticano para a missa que irá marcar o início do pontificado do papa Francisco.

O agora ex-ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, deputado federal pelo PDT do Rio de Janeiro, não chegou a durar um ano no governo: a sua posse ocorreu em 3 de maio. Rival do ex-ministro e presidente do partido, Carlos Lupi, e do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical, Brizola Neto, aos 34 anos, perdeu a batalha interna, sendo substituído pelo secretário-geral do PDT, Manoel Dias, 74 anos, político ligado a Lupi.

Na Agricultura, uma troca interna do PMDB: sai Mendes Ribeiro Filho, que durou um pouco mais, um ano e meio, e entra o deputado federal mineiro Antônio Andrade, de 59 anos. E Wellington Moreira Franco deixa a Secretaria de Assuntos Estratégicos, aos 69, para assumir a Secretaria de Aviação Civil, comandada desde a criação, em março de 2011, por Wagner Bittencourt, funcionário de carreira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com as trocas, o PMDB pode ganhar mais um ministério caso aceite manter a Secretaria de Assuntos Estratégicos. O partido passaria a contar com sete pastas ao todo: Agricultura; Ciência, Tecnologia e Inovação; Previdência Social; Minas e Energia; Turismo; Assuntos Estratégicos e Aviação Civil.

Em nota, a presidenta "agradeceu a dedicação, o empenho e os inestimáveis serviços prestados" por Mendes Ribeiro, Brizola Neto e Wagner Bittencourt, que "continuarão contando com seu apoio e confiança".

Troca esperada no Trabalho

A troca no Ministério do Trabalho e Emprego era comentada há pelo menos um mês, com dois nomes circulando com insistência: o de Manoel Dias, ligado ao ex-ministro Carlos Lupi, e do deputado federal Carlos Eduardo Vieira da Cunha (RS). Presidente estadual do PDT de Santa Catarina (nasceu em Içara, mas foi registrado em em Criciúma) e secretário-geral do partido, Dias é identificado pela legenda como “o principal interlocutor da direção nacional pedetista”, ao lado do presidente Lupi. O novo ministro responde também pelas relações do PDT, em nível nacional, com os demais partidos. Já era cotado para assumir o MTE no ano passado, mas a presidenta escolheu Brizola Neto.

Trabalhista histórico, Manoel Dias, conhecido como Maneca, foi líder estudantil e teve o mandato cassado duas vezes: em 1964, quando era vereador em Içara, e em 1969, já como deputado estadual. “Seguidor de João Goulart, companheiro fiel de Leonel Brizola, discípulo e amigo de Doutel de Andrade, Maneca foi forjado em uma geração heróica de trabalhistas que deu alicerces ao pensamento pedetista até os dias de hoje”, informa o PDT. Foi secretário de Brizola durante 30 anos.

A mudança de comando é feita em um dia simbólico para os trabalhistas. Uma cerimônia realizada hoje pela manhã na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro lembrou os 30 anos da posse de Leonel Brizola em seu primeiro mandato como governador fluminense.

Agricultura

Deputado federal em segundo mandato, aos 60 anos Antônio Eustáquio Andrade Ferreira preside o PMDB de Minas Gerais. Filiou-se ao partido em 1987 e foi prefeito de Vazante, no centro-oeste mineiro, de 1989 a 1992. Depois disso, elegeu-se em três oportunidades para o mandato de deputado estadual. Em 2006, chegou pela primeira vez à Câmara, e desde 2008 é membro permanente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento, Desenvolvimento e Comércio. Segundo a declaração de bens entregue em 2010 ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Antônio Andrade é dono de um patrimônio estimado em R$ 3,1 milhões, composto por sete propriedades rurais. 

Suas proposições mais recentes foram feitas em conjunto com outros parlamentares. A primeira pede a criação de uma subcomissão para debater os problemas de irrigação no Brasil. A segunda requer que os integrantes da Comissão de Agricultura compareçam a uma feira de agropecuária em Ribeirão Preto, no interior paulista.

 

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