Proposta elaborada por juristas é entregue ao presidente Marco Maia, que vai colocá-la na internet para consulta pública antes de levar a voto
Projeto pela liberação da maconha chega à Câmara com 100 mil assinaturas
Brasília - O
presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), recebeu ontem (22) representantes do movimento Lei de Drogas - É preciso mudar!, que apresentaram um anteprojeto de lei, elaborado por juristas, com
mais de cem mil assinaturas de apoio, propondo a descriminalização do
porte e do plantio de drogas para uso próprio. O objetivo é
garantir aos dependentes químicos tratamento de qualidade e uma rede
de apoio e atenção integral.
O grupo é formado por
integrantes da igreja católica e evangélica, representantes da
segurança pública e políticos, como o deputado Paulo Teixeira
(PT-SP). O coordenador do grupo é o presidente da Comissão
Brasileira sobre Drogas e Democracia, Paulo Gadelha.
“A
proposta é interessante, mas polêmica. Por isso, eu sugeri a
iniciativa de colocar no [site] e-Democracia”,
disse o presidente Marco Maia.
“Vamos deixar a proposta no portal
por 2 ou 3 meses. Depois as entidades devem encaminhar o projeto ao
Congresso.” Maia disse ainda que a proposta pode ser encampada por
um deputado e virar um projeto de lei de autoria desse parlamentar,
ou chegar à Câmara como um projeto de lei de iniciativa
popular.
“Esse debate é muito importante para o Brasil”,
disse Maia, que descartou a possibilidade de atrelá-lo à discussão
sobre reformas no Código Penal (Decreto-lei 2.848/40).
O Senado analisa um anteprojeto de reforma do Código Penal, elaborado por uma comissão especial de juristas, que permite a descriminalização do plantio e do porte de maconha para consumo próprio.

































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