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CPI do Cachoeira ouve nesta semana Paulo Preto, Pagot e Cavendish

Engenheiro ligado a José Serra (PSDB) afirmou em entrevista que dirá tudo o que sabe aos parlamentares
por Redação da RBA publicado 27/08/2012 11h23, última modificação 27/08/2012 14h58
Engenheiro ligado a José Serra (PSDB) afirmou em entrevista que dirá tudo o que sabe aos parlamentares

Brasília – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) deve ouvir mais quatro depoimentos nesta semana, entre eles o do ex-diretor da Dersa Paulo Veira de Souza, o Paulo Preto, acusado de atuar junto ao DNIT em busca de dinheiros para a campanha do tucano José Serra à Presidência da República em 2010. Na época, o engenheiro foi acusado por outros tucanos de sumir com R$ 4 milhões arrecadados junto a empresários.

O depoimento de Paulo Preto está marcado para quarta-feira (29), assim como o do ex-presidente da empreiteira Delta, Fernando Cavendish. Amanhã (28) serão ouvidos Luiz Antônio Pagot, ex-diretor-geral do DNIT e o empresário Adir Assad, dono das empresas JSM Terraplenagem e SP Terraplenagem, entre outras, apontadas como ‘laranjas’ do suposto esquema Delta/Cachoeira.

Cavendish impetrou habeas corpus no STF pedindo para não comparecer à comissão. Caso o pedido não seja aceito, ele pede para permanecer em silêncio e não assinar termo de compromisso de dizer a verdade. O mesmo pedido foi feito por Assad.

O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse não esperar muito do depoimento de Cavendish. O senador precisará administrar a pressão de alguns parlamentares contrários ao atual rito da CPMI – de dispensar imediatamente os convocados depois que eles evocam o direito constitucional ao silêncio. “O depoimento de Cavendish é o de uma testemunha como outra qualquer. Não podemos tratá-lo diferente de Demóstenes [Torres], diferente de A, B ou C. Temos um rito a cumprir, definido por decisão colegiada”, disse.

O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), afirmou que já tem convicção de que o empresário é vinculado ao suposto esquema criminoso de Cachoeira. “É claro que Fernando Cavendish serviu à organização criminosa, vinculou-se a ela, na medida em que a empresa da qual ele é sócio-proprietário passou volumes importantes a empresas dirigidas pelo senhor Carlos Cachoeira.”

Já Luiz Antônio Pagot afirmou em outras ocasiões que está disposto a colaborar com a CPMI. Ele deixou o Dnit em 2011, após denúncias de irregularidades, e atribui a pressão pela sua saída ao grupo comandado por Cachoeira, que defendia os interesses da Delta no órgão. Em entrevistas, ele disse que era procurado por partidos para captar doações ilegais de empreiteiras para campanhas políticas.

Da mesma maneira, Paulo Preto deu entrevista na semana passada afirmando que falaria tudo o que sabe aos parlamentares.

As reuniões estão marcadas para as 10h15, na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.

Com Agência Senado e Agência Câmara.