Presidenta volta a defender manutenção dos ganhos sociais durante inauguração da plataforma de petróleo P-59 na Bahia
Dilma: 'Vamos reduzir custos de produção sem tirar direitos do trabalhador'
São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (13), durante inauguração da plataforma de petróleo P-59, em Maragojipe (BA), que o governo está removendo entraves ao crescimento econômico sustentável do país ao reduzir as taxas de juros e os impostos, o que diminui os custos da produção sem mexer com os direitos dos trabalhadores.
“Nós queremos de forma sistemática diminuir os custos no Brasil, não da forma como eles estão fazendo lá fora, que é reduzir o salário e os ganhos sociais que os trabalhadores conquistaram ao longo de toda uma história e uma vida de lutas. Nós queremos reduzir os nossos custos baseado na redução dos impostos e na capacitação cada vez maior da nossa força trabalho. O nosso caminho não é o caminho de tirar direito dos trabalhadores. O nosso caminho é outro”, disse.
A plataforma custou R$ 360 milhões, oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Participaram do lançamento o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) e a presidente da Petrobrás Maria das Granças Foster, além da presidenta.
“Isto é um imenso orgulho para mim e uma promessa de futuro. Não só pela fantástica estrutura da plataforma nem por todo seu sistema altamente computadorizado que permite que se extraia petróleo sem risco para ser humano, mas pelo fato que vamos continuar gerando emprego e renda para a população brasileira”, afirmou Dilma. “A preocupação é garantir para o país que o desenvolvimento que beneficie cada um dos brasileiros e das brasileiras”.
Construída com tecnologia brasileira, a Plataforma pode acomodar até 110 pessoas e tem alcance de profundidade d’água rasa de 106 metros, 90 a mais que as atuais, de acordo com a Petrobrás. As obras geraram cerca de 2,1 mil empregos diretos, sendo metade deles no Recôncavo Baiano.
“Sou de uma época em que no Brasil se dizia que não éramos capazes de construir uma plataforma e que deveríamos importar tudo e mandar o dinheiro para trabalhadores de outros países”, lembrou Dilma. “Mas nós teimamos. Por que não somos capazes de construir plataforma se temos trabalhadores e indústrias e se fomos a segunda maior indústria naval do mundo até anos 80?”
Segundo a Petrobrás, o empreendimento atende aos cronogramas operacionais de exploração e produção da empresa e permite que sejam incorporados novos blocos exploratórios em águas rasas brasileiras.
Navios
Antes de inaugurar a plataforma, Dilma participou da cerimônia de lançamento da pedra fundamental do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP), em Maragojipe (BA). A obra é o maior investimento privado feito na Bahia nos últimos 10 anos, totalizando R$ 2 milhões.
As obras estão em terraplanagem e devem ser finalizadas em 2014, porém o estaleiro já terá condições de iniciar as atividades em 2013. Em abril, executivos do estaleiro assinaram já uma carta de intenção com uma empresa para a construção de seis navios sonda, para perfuração do Pré-Sal.
O estaleiro poderá processar 36 mil toneladas de aço por ano para produção de embarcação e ocupará 1,6 milhão de metros quadrados. A expectativa é que ele gere 10 mil empregos indiretos e 8 mil diretos, sendo 3 mil até sua conclusão e 5 mil após o início da operação.
Com informações do Blog do Planalto




























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